Herança de administrações passadas, as dívidas da prefeitura de Cabrália Paulista (a 45 quilômetros de Bauru) conseguiram algemar os projetos da atual administração. O campo de futebol e as áreas de lazer, que poderiam trazer divertimento para a população, ainda não saíram do campo das idéias. O prefeito da cidade, Jacintho Zanoni Filho (PSB), lamenta e vai logo dizendo que não tem conseguido fazer o que considera prioridade. “Tenho feito o que é possível, mas ainda não atingi o que desejava”, reclama.
Ele lembra que no dia em que assumiu a prefeitura, no início deste ano, recebeu péssimas notícias. “No dia que eu entrei recebi precatórios e contas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A dívida era de aproximadamente R$ 200 mil. Parcelamos até julho do ano que vem e estamos pagando.”
As dívidas, segundo ele, comprometem mais de 11% do orçamento municipal anual, estimado em R$ 4,55 milhões. “Temos restos a pagar que totalizam R$ 533 mil. Parte desse valor são precatórios e INSS. Este ano já pagamos R$ 224 mil.”
Para ele, a falta de verba para novos investimentos compromete o desenvolvimento da cidade. “Na cidade falta esporte e lazer. Não tem um campo de futebol. Há oito anos que aqui não tem um campo” , reforça.
As estradas da zona rural pedem reparos, porém as máquinas estavam todas quebradas. “As estradas estão de um jeito que nem mesmo a cavalo passa. Eu pretendia fazer os reparos ainda este ano. Já consertei as três máquinas e vou iniciar o trabalho. Em algumas delas já demos uma mexida”.
O estádio municipal também está na lista de prioridades do prefeito. “Na administração passada foi comprada a cobertura da arquibancada. Como a arquibancada antiga foi demolida, vamos fazer outra, assim como novos sanitários, vestiários e alambrados. Parte desses investimentos são próprios.”
No setor da saúde, a prefeitura de Cabrália Paulista conseguiu um recurso do governo estadual para a reforma do Centro de Saúde e do Pronto Atendimento. “Com o restante, vamos comprar equipamentos e medicamentos.”
Um prédio só para acolher a escola municipal de ensino fundamental está nos planos do prefeito, que quer dividir o terreno do Estado. “Estamos querendo ampliar a Emef. Vamos construir mais cinco salas e separá-las do ensino médio. Existe um projeto de se criar uma escola municipal em prédio próprio, aproveitando o terreno do Estado.”
O município, que possui cerca de 5.000 habitantes, vai ganhar mais 50 casas, que serão construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU).