08 de julho de 2026
Nacional

Natal terá presentes de menor valor

Folhapress
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São Paulo - Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) encomendada ao Ipsos-Opinion revela que o Natal deste ano promete ser bom para o segmento do varejo, mas se caracterizará por presentes de menor valor. Segundo a pesquisa, as roupas e calçados serão os preferidos do consumidor na hora de ir às compras. Eles foram os itens mais mencionados espontaneamente com 42% das respostas. Mesmo com menor valor, a maior parte dos consumidores disse preferir pagar esses itens de forma parcelada (54%).

Segundo a pesquisa, o telefone celular continuará a ser um item importante nas vendas natalinas deste ano, mesmo depois de três anos consecutivos de forte demanda. De acordo com a associação, o lançamento de novos modelos, a queda de preços dos aparelhos e a intensa campanha promocional das operadoras são responsáveis pela continuidade do interesse do consumidor. Da mesma forma o DVD deverá apresentar bom desempenho, o que auxilia a venda de televisores. A pesquisa foi feita em 70 cidades de nove regiões metropolitanas foram entrevistadas mil pessoas.

Pagamento

A compra parcelada lidera a intenção do consumidor. As respostas ultrapassam 80% entre os entrevistados que pretendem comprar TVs, fogões, eletrodomésticos e DVDs. Já para os que pretendem comprar geladeiras, forno microondas e telefone celular, a compra em parcelas fica entre 73% e 80%.

O presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, afirma que o consumidor brasileiro tem baixa renda e só consegue adquirir bens de maior valor pelo crediário. “Além disso, a massa salarial vem se recuperando lentamente, embora se espere crescimento mais acentuado no último trimestre, por conta dos reajustes salariais de importantes categorias em um período de inflação em queda”, disse.

Faturamento

Mesmo com o otimismo da ACSP em relação às vendas, a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) prevê que este ano o Natal seja o pior em faturamento em 11 anos. O percentual, segundo a Fecomercio, deve representar uma queda de 11,6% sobre dezembro do ano passado.

Para a federação, a expansão do crédito, que está próxima de seu limite, a diminuição da renda e o endividamento dos consumidores impulsionam as previsões de menos compras no fim do ano. A federação calcula que as vendas médias neste ano sejam de R$ 40,00, contra R$ 50,70 em dezembro do ano passado.