09 de julho de 2026
Regional

Expovelha começa hoje 40% maior

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - A 18ª edição da Expovelha começa hoje em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) com cerca de 2 mil animais em exposição e à venda – número 40% maior do que o da edição do ano passado. Uma das principais novidades deste ano será a primeira exposição de cabra. Outra atração será a mostra nacional da raça hampshire down.

O evento segue até o próximo domingo, no recinto da Facilpa. Participarão da exposição animais das raças santa inês, texel, suffolk, hampshire down, pool dorset, ille-de-france, boer, anglo nubiana, alpina e saanen, procedentes de 13 Estados brasileiros.

Segundo o coordenador da exposição, José Oliveira Prado, grandes campeões de algumas das raças estarão presentes na mostra. Na definição dele, a Expovelha não é a maior, mas é a mostra mais representativa da ovinocultura nacional, porque reúne animais tanto das raças de lã, que predominam nas exposições do Sul do País, como das raças de carne, comuns no Nordeste. “Temos uma variedade maior”, diz Prado.

Estão programados três leilões para a edição deste ano. O primeiro será no dia 6, quinta-feira, com animais das raças lanadas, às 18h.

No dia seguinte, está programado o leilão Seleção Expovelha, com animais premiados das raças santa inês e dorper e pagamento parcelado em até 16 vezes. O leilão terá transmissão pelo Agrocanal.

No sábado, às 17h, fêmeas e reprodutores registrados estarão à venda no leilão Comercial Expovelha.

Mercado

De acordo com o coordenador da exposição, a ovinocultura vive um bom momento e tem um enorme mercado a ocupar no Brasil. Segundo a Associação Paulista dos Criadores de Ovinos (Aspaco), o rebanho brasileiro de ovinos é de cerca de 33 milhões de cabeças, 3,5% do rebanho mundial. O preço da carne está em torno de US$ 3,8 mil a tonelada.

O País tem uma cota de exportação de 30 mil toneladas anuais com a União Européia, mas nunca conseguiu ultrapassar 10 mil toneladas. A produção nacional também está longe de atender o mercado interno e o Brasil importa carne ovina, principalmente do Uruguai e Argentina.

“Para atingirmos a auto-suficiência interna e exportar na dimensão do que fazemos com a carne bovina, o rebanho precisaria chegar a 200 milhões de animais”, calcula José de Oliveira Prado.

É em busca de novos mercados que os criadores de hampshire down decidiram fazer neste ano a sua exposição nacional em Lençóis Paulista e não na exposição de Esteio (RS), como nos dois anos passados.

Também em busca de novos mercados, a Expovelha agregou neste ano a participação de caprinos. “A criação de ovelhas e de cabras cresceu junto no Brasil e também há um imenso potencial para ocupar com carne e leite de cabra”, afirma o coordenador.

Ele ressalta a adoção pelos criadores de ovelhas de técnicas sofisticadas utilizadas na pecuária, como a transferência e sexagem de embriões. “Temos macho santa inês cotizado a mais de R$ 1 milhão. Algumas fêmeas de ponta, nas exposições nordestinas principalmente, são comercializadas a R$ 150 mil. Um embrião de grandes campeãs com a receptora já prenhe está sendo vendido a R$ 20 mil, R$ 30 mil”, diz Prado.

Para ele, a tecnologia vai possibilitar o surgimento de grandes criadores de ovelhas, com milhares de animais, como ocorre com o gado de corte.

A Aspaco conta com 700 criadores registrados e a Capripaulo, associação que reúne os criadores de caprinos em São Paulo, tem 120 integrantes.

Seminário

Além de exposição e leilões, a Expovelha traz um seminário que reúne especialistas de várias partes do País. Neste ano, o seminário acontece no dia 8 de outubro, com cinco palestras sobre aspectos técnicos da criação e sobre comercialização e gestão da qualidade.

A programação musical da Expovelha traz como principal destaque a dupla sertaneja Mococa e Paraíso, que se apresenta na quinta-feira, às 21h. No domingo, haverá encontro de Fuscas, a partir das 9h. À noite, o encerramento ficará por conta das bandas Raul Seixas Cover, Legião Urbana Cover e Arquivo Rock.