11 de julho de 2026
Nacional

Tribunal condena penúltimo réu no caso Tim Lopes a 23 anos de prisão

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa, foi condenado anteontem a 23 anos e seis meses de prisão por envolvimento no assassinato do jornalista Tim Lopes, ocorrido em 2002. Outros cinco réus também já foram condenados.

O julgamento de Coelho havia começado na tarde da última quinta-feira, no 1.º Tribunal do Júri do Rio. O advogado de Xuxa, José Maurício Neville, chegou a pedir adiamento para o próximo dia 20, quando o último réu - Ângelo Ferreira da Silva, o Primo- será julgado, mas não obteve sucesso. Coelho foi denunciado, assim como os outros envolvidos, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

No primeiro dia do julgamento, o acusado disse ao juiz Fábio Uchôa que é vendedor de iogurte na comunidade da Fazendinha, no complexo do Alemão (zona norte do Rio), onde o crime ocorreu, e que ajuda a sustentar a família com o lucro da venda. Disse que começou a trabalhar aos 12 anos, vendendo alho.

Porém, quando questionado sobre a veracidade das acusações, o réu preferiu se calar. Ele já foi condenado a 12 anos de prisão por tráfico de drogas, formação de quadrilha e porte ilegal de armas, pela 25.ª Vara Criminal da capital.

Acusados

Os cinco réus já condenados são o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco; Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho; Elizeu Felício de Souza, o Zeu; Reinaldo Amaral de Jesus, o Kadê; e Fernando Satyro da Silva, o Frei. A pena mais alta é de Elias Maluco, condenado a 28 anos e seis meses de prisão.

Dos nove indiciados pelo assassinato, dois morreram: André da Cruz Barbosa, o André Capeta, e Maurício de Lima Matias.

Crime

Tim Lopes desapareceu em 2 de junho de 2002 na Vila Cruzeiro, favela que faz parte do complexo do Alemão, depois de ser reconhecido e capturado por traficantes ligados a Elias Maluco quando fazia reportagem sobre um baile funk onde haveria consumo de drogas e sexo explícito.

Lopes foi levado para o morro da Grota, também no complexo do Alemão, onde teria sido esquartejado e queimado em pneus -método conhecido como “microondas” e usado para apagar vestígios da morte.