O corpo da cantora Emilinha Borba foi enterrado ontem, no Cemitério do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro, em uma cerimônia que contou com a presença de parentes, amigos e uma multidão de fãs. Emilinha morreu anteontem, aos 82 anos, vítima de infarto. Carregado por integrantes da Marinha vestidos em traje de gala, o caixão, coberto com a bandeira da Mangueira, deixou o velório na Câmara Municipal em meio a aplausos e seguiu em um carro do Corpo de Bombeiros, em cortejo, até o Cemitério do Caju.
A homenagem dos militares lembra que, desde 1949, Emilinha era a “Favorita da Marinha”, espécie de madrinha da corporação. A cantora Marlene, considerada sua eterna rival nos palcos, é a “Favorita da Aeronáutica”. Emilinha ficou famosa nos anos 50, quando foi eleita a “Rainha do Rádio” em 1953 e participou de dezenas de filmes da Atlântida (estúdio carioca que produzia chanchadas entre 1941 e 1983).
O luto de três dias na cidade do Rio de Janeiro, decretado pelo prefeito Cesar Maia, dura até amanhã. A missa de Sétimo Dia será realizada na próxima segunda-feira, às 10h, na igreja da Candelária, no centro do Rio.