• Dívida enrolada
O adiamento, mais uma vez, da discussão sobre a renegociação da dívida milionária mantida pela Prefeitura de Bauru com a Funprev foi necessária do ponto de vista jurídico, mas é um risco para os servidores e os projetos do próprio governo. Já foi destacado, várias vezes, que sem a renegociação da dívida a administração não obtém o certificado de regularidade previdenciária, documento vital para o acesso a financiamentos e outras fontes de receita.
• Caixa do fundo
Sem a renegociação da dívida, o servidor vai ter que esperar um pouco mais - depois de anos assistindo ao calote dos últimos prefeitos com a previdência municipal - para saber se o fundo que visa lhe garantir a aposentadoria no futuro terá o que é de direito no caixa. A lógica do fundo de previdência é engordar o caixa agora para conseguir bancar as aposentadorias no futuro.
• Futuro imperfeito
Argumentar que seria melhor esperar que a dívida de R$ 61 milhões vire precatório para que o fundo possa receber uma bolada de forma mais rápida é um oportunismo do ponto de vista financeiro. Ainda que venha a decisão judicial obrigando o pagamento em forma de precatório, nem o mais otimista imagina que a prefeitura de Bauru teria condições de cumpri-la de pronto.
• Falta de cuidado
Mas para que não venha alguém para dizer que também é preciso avaliar a renegociação da dívida sob o ângulo financeiro - das eventuais perdas com o sistema de correção apontado no projeto - é necessário perguntar por que a Funprev não tomou o cuidado de discutir melhor esse aspecto lá atrás, quando reuniu o Conselho Curador e negociou o projeto com o Executivo.
• Audiência adiada
Com a retirada do projeto de lei da Funprev de tramitação, a Câmara informa que está adiada a audiência pública prevista para a próxima sexta-feira, que tinha sido solicitada pelo Sindicato dos Servidores. E já que o sindicato pediu para discutir o assunto, agora terá tempo para analisar as planilhas com os sistemas de correção propostos na reunião anterior. Com isso, terá condições de apresentar sua análise como alternativa, quem sabe.
• Obras novas
Enquanto a prefeitura, através da Secretaria de Obras, faz levantamento para cobrar a recuperação de trechos de obras que apresentaram problemas na duplicação da avenida Getúlio Vargas, um leitor observa que é igualmente necessário acionar os empreiteiros para que façam reparos (se a garantia estiver prevista nos contratos) em alguns setores.
• Pequenos reparos
É incrível como continuamos assistindo a obras novas, ou há pouco tempo inauguradas pelo critério técnico de engenharia, apresentando avarias, defeitos ou outra expressão. Quem passar pela rotatória nova da Getúlio Vargas vai ver, por exemplo, que existem lâmpadas apagadas na luminária central, a única do local. Quem for dar um passeio na ciclovia e na pista de atletismo da novíssima avenida Edmundo Coube verá várias rachaduras. Em dezembro vem chuva das fortes. Portanto, não se diga depois que esses estragos são por culpa de São Pedro.