08 de julho de 2026
Ser

Trabalho ajuda na conquista da independência

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

O processo de inserção dos jovens portadores da síndrome de Down no mercado de trabalho é outro ponto a ser destacado na conquistada da independência por seus portadores. Desde 1992, Roberto Augusto Lessa, 37 anos, atua como office boy em uma indústria do setor de papelaria e produtos, em Bauru. Morando com a mãe, ele fala com orgulho de seu cotidiano e do emprego.

“É fácil lidar com a doença. Trabalho o dia todo e sou bem acolhido na empresa”, diz ele, que está sempre em busca de aperfeiçoamento profissional por meio de cursos e workshops.

A psicóloga da Apae Priscila Foger Marques explica que a inserção de portadores da síndrome no mercado de trabalho depende do nível de manifestação da doença em cada paciente e também nas oportunidades oferecidas pelo meio e incentivadas pela família.

“Alguns podem se alfabetizar, outros não; mas desde cedo a família pode investir na estimulação, escolaridade e ensino especializado. Porém, há portadores que se comunicam mais facilmente e outros que precisam de recursos alternativos. Então essas pessoas têm características diferentes e vão ter oportunidades também diferentes”, diz Marques.