07 de julho de 2026
Mulher

Liberdade total

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 4 min

Estilo oriental, étnico, anos 70, romântico ou tropical. As vitrines da coleção primavera/verão são democráticas e a ordem é abusar da combinação de cores e estampas na hora de compor o look, avisam os fashionistas e produtores de moda do País.

Entre as principais tendências, destacam-se as listras, flores, bordados e padronagens de animais, que chegam em tecidos leves e fluídos, aponta Odil Zepper, o Juba, consultor de moda e estilo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

“É um verão de paz e amor, com total liberdade, principalmente no vestir. Os tecidos naturais estão em alta, mas o sintético é mais barato e algumas vezes pode ter o mesmo efeito”, diz ele.

As cores-chave da estação se concentram no branco e cáqui. Mas toda a cartela de azuis aquáticos (escuro, água-marinha, turquesa, lagoa, oceano); a família dos violáceos, desde o lilás até o púrpura; e os rosas, que vêm em tonalidades mais claras, são vedetes, explica Juba.

Acompanhando esse clima de leveza, as listras finas horizontais e em tons adocicados chegam em tricolines naturais, perfeitos para a confecção de camisas femininas ou masculinas. “Com esse tecido também é possível fazer batas e vestidos românticos”, diz.

Os listrados diagonais também são destaque (como nos modelos da Parresh, foto acima) e, diferentemente do que muitas pessoas imaginam, podem valorizar todos os tipos de silhueta, explica Juba. “Quando a listra é fina e em cores leves, não há problema nenhum. Mas se ela for larga, reta e bem marcada, achata o corpo”, enfatiza.

Tendência forte nesta coleção, os listrados remetem ao Oriente. Quando usados em tons quentes, ganham suntuosidade em tecidos como a musseline e ficam ótimos em batas, saias e vestidos, observa Juba.

Já o brim strecht em tons de laranja lembram o estilo folk do México, Jamaica, África ou Índia e são indicados para paletós de verão, bermudas ou shorts, ressalta o consultor. “A brincadeira das estampas é justamente essa: o tecido dança no corpo”, diz ele.

Nessa linha, se destaca a musseline de seda com fios de metal dourado, aposta da coleção. “Nessa temporada, o tom de ouro vem muito forte e com isso quebra-se a rigidez de que o brilho só pode ser usado à noite”, diz Juba.

Para reforçar o estilo étnico, entram em cena as estampas de animais, garantindo um visual marcante e requintado. Segundo Juba, quem gosta do look sofisticado pode apostar nessas padronagens, combinadas a acessórios dourados, como bolsas, colares ou pulseiras.

“A dica é válida para os fundos dos tecidos que trazem pinceladas amarelas”, ressalta ele. As estampas pequenas, como as que imitam pele de leopardo, costumam ficar bem para todas as silhuetas, recomenda Juba.

Já as maiores, como as de tigres, zebras e onças, devem ser usadas com bom senso. Na hora de escolher, sugere o consultor, a dica é ficar atento em relação às cores do tecido e o tom da pele, olhos e cabelos.

“Sem maquiagem ou acessórios, a cliente pode colocar o tecido próximo ao rosto, em frente ao espelho. O importante é ver se o tom que predomina na estampa combina com a cor do contorno dos olhos e com a cor dos cabelos, para não ‘assassinar’ ou evidenciar demais sua coloração pessoal”, diz ele.

De acordo com Juba, continuando na linha étnica, outros tecidos em alta são a lona - indicada para saias, calças e bermudas - e a chita, que é tema de uma mostra no Serviço Social do Comércio (Sesc) Belenzinho, em São Paulo.

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Doce vida

Eclética, a estamparia atende o figurino romântico dos anos 50, apostando no clima art noveau. “É uma estação que brinca com a idéia do romantismo pastoral”, diz Odil Zepper, o Juba, consultor de moda e estilo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Seguindo essa influência, as flores aparecem pequenas e os bordados são trabalhados em tecidos nobres, como o tricoline, nos tons de branco ou bege.

Outra forte tendência é o estilo tropical, alusivo à tranqüilidade dos mares do sul. Para expressar esse estilo, a estamparia traz flores e folhagens em tamanhos maiores e cores mais vivas.

Essa padronagem fica bem para quem não tem uma silhueta muito grande, aconselha Juba. “As pessoas mais baixas podem usar esse recurso na parte de cima, jogando o foco nessa região, por exemplo, no caso de túnicas com decotes que chamem a atenção, e vestidos”, diz.

As flores aparecem ainda em estampas que lembram tecidos de brechós. Entre eles, o tricoline e o brim com strecht, que produzem efeitos psicodélicos e ficam ótimos para evidenciar batas ou blusas no estilo anos 70.