08 de julho de 2026
Regional

Usina exporta açúcar a países do Oriente

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Parte do açúcar que chega ao Oriente é produzido em Bariri, na usina Della Coletta. A empresa produz anualmente 75 mil toneladas de açúcar e 39 milhões de litros de álcool para a exportação.

O usineiro José Roberto Della Coletta explica que faz a exportação através de uma trading. “Eu não exporto diretamente. Sei que o açúcar brasileiro vai diretamente para refinarias do Oriente, Índia e para a Rússia. Eles é que dão outros destinos.”

O açúcar vendido para o Exterior não passa por refino. “Nosso açúcar é VHP, é um produto para ser processado. As pessoas podem se alimentar dele sem problemas, ele é até melhor porque não tem produto químico.”

Vendido a granel, ele embarca para o Exterior em navios da mesma maneira. “Não vai empacotado. Quando chega no destino, eles reprocessam o açúcar.”

Já o álcool vai direto para o Caribe. “Ele é reprocessado e entra para os Estados Unidos. Ele vai hidratado e se transforma em anidro para ser misturado a gasolina.”

Este ano a usina deve produzir 75 mil toneladas de açúcar e 39 milhões de litros de álcool, 12 milhões de hidratado (que se usa no carro) e 27 milhões de anidro, que é usado para misturar a gasolina. Toda a produção é voltada ao mercado externo.

A usina gera 1.080 vagas no mercado de trabalho e sustenta parte da economia da cidade. “Uma parte dos funcionários é mão-de-obra qualificada. Outra treinamos aqui. Este ano fizemos treinamento até para os cortadores de cana.”

A usina participa de toda a cadeia produtiva. “Temos a plantação de cana que representa 60% do consumo. Compramos 40% de fornecedor. Nós fazemos o corte, carregamento e transporte.”

A usina Della Coletta começou como um engenho. “Na década de 50 éramos um engenho de pinga em Cordeirópolis. Fabricamos aguardente até 1984, quando passamos a fabricar álcool. Em 2003 iniciamos a produção de açúcar.”

Desafio

Para o usineiro, o maior desafio da cidade de Bariri é encontrar sua identidade. “Eu moro aqui desde 68 e acho que Bariri não tem uma identidade. Jaú, por exemplo, é calçadista. Aqui não tem. Depois que perdeu o café, a cidade ficou sem identidade, ela não encontrou a sua vocação.”

A agricultura deixou o café, foi cereais e gado. “As tentativas não estão dando certo. Eles estão tentando o cultivo da cana, mas são propriedades pequenas.”