07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sem gasolina

Freqüentador assíduo do rol de oradores inscritos para utilizar a tribuna da Câmara Municipal, o vereador tucano João Parreira de Miranda (PSDB) surpreendeu ao não estar presente no plenário quando chegou sua vez de falar. Minutos mais tarde veio a explicação. Ao dirigir-se à sessão, o parlamentar enfrentou um contratempo: seu carro ficou sem gasolina no meio do caminho.

• “Culpa” do painel

Parreira contou que o carro “morreu” em plena Duque de Caxias, atrapalhando o trânsito e provocando a ira de diversos motoristas. “O que me xingaram não foi brincadeira”, disse o vereador, que atribuiu o imprevisto a uma falha do painel de seu veículo. “Estava marcando do tanque quando saí”, jura Parreira. Sorte ele não ter encontrado um guarda, pois ficar sem gasolina é infração de trânsito.

• Desarmamento

Diversos parlamentares criticaram o referendo nacional do desarmamento, que será realizado no próximo dia 23 em todo País. O tucano Marcelo Borges (PSDB) protestou contra os gastos necessários para a realização do pleito. “Os R$ 300 milhões que vão gastar para o referendo poderiam ser utilizados para outras coisas mais necessárias ao País”, frisou, dando a entender que pode anular ou votar em branco.

• Críticas ao “sim”

Já o pedetista Futaro Sato disse que caso o “Sim” saia-se vencedor os bandidos terão mais tranqüilidade para invadir as residências, mesma posição defendida por seu colega Antônio Faria Neto (PDT). Eles votarão no “Não” e farão campanha contra o “Sim”.

• Encontro católico

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), José Clemente Rezende, participou do Encontro de Políticos Católicos, realizado no auditório Teotônio Vilela, da Assembléia Legislativa de São Paulo (AL), no último sábado. O tema do encontro foi o compromisso com a ética e a moralidade pública.

• Revisão do IPTU

O governo municipal terá muitas dificuldades em aprovar a revisão do IPTU para 2006 se não articular, desde já, reuniões específicas com os vereadores a fim de buscar consenso para as alterações. Mudar simplesmente a tabela genérica de valores, instituindo os preços praticados pelo mercado, não vai adiantar nem deixar os parlamentares animados.

• Valor negociado

A medida de considerar o valor real para efeito de cálculo do IPTU pode até ser recepcionada na Câmara, mais fica evidente que, no mínimo, a mudança terá de estar vinculada à negociação em torno de um percentual para se chegar ao valor venal, isso sem contar eventuais mudanças nas alíquotas. 100% do valor de mercado não passam e o governo já sabe disso. Se for para aprovar, terá que negociar e gastar muita saliva, e rápido, pois o recesso vem aí.

• Força do justo

O valor pago pelo IPTU em algumas regiões da cidade é ridículo e a revisão, além de gerar justiça fiscal, é mais do que urgente. Contudo, em política não dá para ficar esperando que o justo prevaleça sozinho, principalmente em um ambiente em que fica muito mais fácil para o vereador rejeitar aumento do que discutir política fiscal séria. Sem voto no plenários a revisão corre risco de, mais uma vez, ficar na vontade.