10 de julho de 2026
Nacional

Acareação não traz fatos novos

Folhapress
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Brasília - A acareação entre os deputados Sandro Mabel (PL-GO) e Raquel Teixeira (PSDB-GO) não trouxe fatos novos ao processo por quebra de decoro movido contra o congressista do PL. A avaliação foi feita pelos integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que participaram da sessão secreta realizada ontem. Os deputados concluíram que, apesar de ter durado cinco horas, a acareação não surtiu o efeito esperado.

Os congressistas tinham como objetivo avaliar as versões de Raquel e Mabel sobre a denúncia apresentada pela deputada. Ela afirma que, em fevereiro de 2004, Mabel ofereceu R$ 30 mil mensais caso trocasse o PSDB pelo PL para integrar a base aliada e votar a favor do governo. Ainda segundo Raquel, no fim daquele ano, ela teria direito a mais R$ 1 milhão se mantivesse a fidelidade ao governo. Mabel nega a acusação.

Alguns congressistas avaliaram que a acareação foi comprometida por conta do formato utilizado. Além de a sessão ter sido fechada (somente integrantes do Conselho puderam estar presentes), logo no início foi decidido que os deputados Sandro Mabel e Raquel Teixeira não ficariam frente a frente.

Os dois ocuparam lugares na mesa de trabalhos do Conselho, ficando em um cada ponta do espaço, o que deixou-os de lado e separados pelo presidente Ricardo Izar e pelo relator do processo, deputado Benedito Lira (PP-AL). Esse formato impediu que houvesse um embate mais duro entre os deputados acareados.