Não entendo muito bem de teorias econômicas, mas sei ler e creio que tenho bom senso, assim como a maioria dos leitores de jornais. Compreendo que o Estado é mal gerido, desperdiça recursos pela incompetência e pela corrupção, que o diga o “Lulla”, o campeão imbatível do aumento de impostos e tempo de contribuição da previdência, aqui ainda podemos considerá-lo o rei da fila. Porém, o Estado pode ser bem gerido, com eficiência, como demonstram os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Aécio Neves (MG), que disputam o campeonato da redução dos impostos e dos gastos.
E o que produz o crescimento do Brasil e de outros países? A mesma coisa que produziu o milagre econômico alemão do pós-Guerra, o do Japão e, agora, está produzindo o milagre na Ásia, ou seja, câmbio alto e juro baixo. O oposto do nosso modelo econômico tão defendido pela nossa sapientíssima equipe econômica. Justamente estes que passaram os últimos anos criticando o modelo.
É interessante observar quando não se vende o que se produz. Reduz-se a produção, demitindo os funcionários “excedentes”. Estes param de consumir, gerando uma avalanche de desemprego e recessão. Excluindo as limitações incontroláveis, como intempéries climáticas, os impostos e os lucros, quando excessivos, são os principais responsáveis pela recessão e desemprego. Assim, cabe ao Estado reduzir seus custos à sociedade e criar políticas para promover o desenvolvimento econômico do país.
Isso só ocorrerá quando o eleitor brasileiro despertar para sua cidadania, compreender que é com o seu voto que será escolhido um político e conseqüentemente uma política. E, mais, se a sociedade organizada mostrar que está interessada em gestão eficiente, estado mínimo, redução de impostos e melhoria dos serviços públicos, certamente, novos políticos surgirão com soluções criativas que melhorarão nosso tão ineficiente país.
O autor, Mário Eugênio Saturno, é tecnologista sênior da Divisão de Sistemas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe