08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Contra o referendo


| Tempo de leitura: 2 min

Meu nome é Edivanilde, sou bauruense, tenho 41 anos, embora eu não seja assinante deste tão conceituado Jornal, todos os domingos vou à banca para comprá-lo, principalmente com interesse nos classificados, já que estou desempregada e, infelizmente, me deparo com discriminações de idade, às vezes, de gênero também. Mas o que me levou a escrever é outro motivo.

Quero deixar registrado o meu protesto sobre o referendo, mesmo que não publique, não me importarei, pois sei que a procura é grande. É mais que notório nos dias atuais, folhearmos jornais, assistirmos telejornais e nos decepcionarmos com os nossos políticos (nossos?), por conta do alto índice de corrupção assolando o nosso Brasil. Não obstante, o governo federal cria temas polêmicos que vão contra a vontade do cidadão, haja vista o Referendo, muito comentado, duvidoso, pouco esclarecedor para uma grande parcela da população, o qual, obrigatoriamente, será decidido junto às urnas. Contudo, duas teclinhas concorrerão sobremaneira para tão difícil decisão: o Sim ou o Não. O Sim, onde uma frente parlamentar está usando figuras públicas com intuito de confundir mais o poder de decisão do eleitor. Entretanto, já houve a campanha do desarmamento pela entrega das armas. As pessoas que as entregaram, certamente foram cidadãos comuns, gente de bem. Será que quadrilhas especializadas em assalto entregaram, aqueles que tiram a vida de inocentes por tão pouco, entregaram?- Obviamente que não!

Vamos ao Não, uma campanha Parlamentar tímida, quase não vemos figuras públicas e, se vemos, são pouco conhecidas, apenas algumas mostras de violência contra a vida. É gritante, caso os eleitores teclarem o número 1 no dia 23 do corrente mês, pois atestarão aos bandidos o uso das armas. Quem quiser ter arma em casa para defender a integridade física e moral de si mesmo e de seus familiares, que a tenha.

Por isso, não acho louvável o tão polêmico Referendo, até porque o investimento é alto demais e há tantas prioridades. Louvável foi o “pagamento” pela entrega das armas, porém, os mais “armados” continuaram e continuarão cada vez mais pondo em risco a vida do ser humano. Quem teclar o “sim” estará atentando contra sua própria vida e contribuindo em favor da criminalidade. Porque sabemos que não é para qualquer um, adquirir o porte de armas e compra de munições.

Edivanilde B. Unger - RG 15.806.943-2