O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, pediu à área econômica do governo a liberação de R$ 78 milhões para reforçar as ações contra o foco de febre aftosa confirmado no Mato Grosso do Sul. Os recursos, que são parte do orçamento contingenciado do próprio ministério, estão sendo solicitados por conta da “emergência” provocada pela doença.
Atualmente, os recursos para a área de defesa sanitária animal previstos para o ano são de R$ 91 milhões, dos quais apenas R$ 50 milhões foram empenhados até agora. O restante, segundo o ministro, ainda depende de avaliação dos planos específicos estaduais, já que boa parte dos recursos é repassada aos governos dos Estados, e também para trâmites burocráticos a serem gastos.
Se a liberação dos recursos adicionais for confirmada, o governo restabelecerá o orçamento de R$ 169 milhões previstos antes do corte imposto pela área econômica. O ministro também defendeu uma ação articulada entre os Estados e o governo federal para evitar prejuízos maiores para a economia, e afirmou que todas as medidas de isolamento do foco foram tomadas “com competência e dentro das normas internacionais”.
Rodrigues avaliou, ainda, que os embargos impostos pela União Européia, Rússia, África do Sul, Israel, entre outros países, são uma forma de defesa da saúde animal, para evitar que produtos infectados contaminem também seus rebanhos. Ele fez questão de enfatizar que a febre aftosa não causa danos à saúde pública, mas trata-se de um “drama econômico”.