11 de julho de 2026
Esportes

Automobilismo: Temporada da F1 chega ao fim na China

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Xangai - A F1 prepara-se para virar uma página. Assim que o último carro cruzar a linha de chegada do GP da China, nesta madrugada, prova que fecha a mais longa temporada de sua história, a categoria iniciará a maior revolução cultural dos seus últimos 13 anos.

Quando o próximo campeonato começar, daqui a 146 dias, no Bahrein, haverá muitos de diferente: novos nomes, equipes e motores. Sairão de cena Minardi, Jordan, Sauber e BAR. Dos 20 pilotos que largam em Xangai, sete (Tiago Monteiro, Narain Karthikeyan, Christijan Albers, Robert Doornbos, Takuma Sato, Antonio Pizzonia e Christian Klien) ainda não têm vagas.

Os propulsores V10, padrão desde os anos 80, deixarão de roncar, dando espaço aos V8. Desde 92-93, a F1 não experimentava tantas mudanças. Naquele intervalo, cinco times deixaram de existir, dois surgiram e 15 pilotos perderam seus empregos.

Última exibição da categoria nos seus atuais moldes, o GP da China, o 19º da temporada, começa às 4h (de Brasília) de amanhã. Apesar de o Mundial de Pilotos já estar definido, a disputa pelo de Construtores continua aberta. A Renault, que tenta seu primeiro troféu, lidera com dois pontos de vantagem sobre a McLaren.

“O clima está meio triste. Embora as pessoas imaginem um futuro bom, com mais investimentos, todos estão chateados com a saída do Peter Sauber, o fim do nome, a troca das cores”, disse Felipe Massa.

Piloto de testes da Toyota e em busca de vaga para 2006, Ricardo Zonta vê a revolução com bons olhos. “Com mais dinheiro, Minardi e Jordan, por exemplo, podem voltar a ser opções interessantes. E Honda e BMW também não estão entrando para brincar.” As montadoras japonesa e alemã compraram respectivamente BAR e Sauber.

Adquirida pela Red Bull, a Minardi perderá também o nome que ostenta desde sua fundação, em 1985. Já a Jordan, criada em 1991, se tornará Midland. “Serei um dos que sentirão a saída do nome Jordan. Lembro da equipe com muito carinho. Com o dinheiro que tínhamos, fazíamos coisas incríveis”, afirmou Rubens Barrichello, que estreou na F1 pelo time, em 1993.

Entre as novidades em 2006, estará Nico Rosberg. Alemão, de 20 anos, vencedor da GP2 e filho de Keke. Ele acertou com a Williams e será o companheiro de Mark Webber nas pistas.

McLaren na frente

A McLaren saiu na frente na disputa com a Renault pelo título do Mundial de Construtores da F1. Nos treinos livres de ontem, o piloto de testes espanhol Pedro de la Rosa registrou o tempo mais rápido com a equipe inglesa (1min32s834).

O brasileiro Ricardo Zonta, piloto de testes da Toyota, foi o segundo mais rápido, com 1min32s977, seguido por Kimi Raikkonen, da McLaren, com 1min34s092. Campeão antecipado do Mundial de Pilotos, o espanhol Fernando Alonso, da Renault, foi o quarto (1min34s226).

Rubens Barrichello, da Ferrari, apareceu em sexto (1min34s618), e Felipe Massa, da Sauber, foi apenas o décimo (1min35s196). Antonio Pizzonia, da Williams, teve problemas, não conseguiu completar o treino e ficou em 16.

A Renault ultrapassou a rival McLaren no GP do Japão e lidera a disputa entre escuderias com dois pontos de vantagem -176 contra 174.