10 de julho de 2026
Política

Daesp vai gerenciar novo terminal aéreo

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

O novo aeroporto de Bauru deverá ser gerenciado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). O secretário de Transportes, Dario Rais Lopes, descarta a possibilidade de operação pela Infraero. “O modelo de gerenciamento da Infraero é para aeroportos com mais de 2 milhões de passageiros”, comenta.

Ele explica que todos os aeroportos do País pertencem à União, que pode operá-los ou delegar essa responsabilidade. “A União delegou a administração de 31 aeroportos no Interior ao governo do Estado de São Paulo. E tem uma cláusula no contrato que permite ao Estado transferir essa gerência para municípios ou para terceiros”, destaca.

Lopes salienta que sua opinião pessoal é de que os aeroportos devem ser gerenciados pela iniciativa privada. “Que tem mais agilidade nas tomadas de decisão, o que favorece a competitividade. Acho que quanto menos estatais tivermos onde a iniciativa privada funciona, melhor”, defende.

Futuro garantido

Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder), o prefeito municipal de Bauru, Tuga Angerami, questionou o secretário Dario Rais Lopes, sobre o futuro do atual aeroporto da cidade, atualmente cercado pela urbanização.

Lopes explica que não há sentido em desativar a pista. Porém, afirma que ela deverá ser reservado às atividades aerodesportivas e vôos de instrução. “É uma forma de conservar o local, resgatar a história do aeroporto, mas de uma forma restrita, operando só de dia”, informa.

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Interlocução garantida

Para o diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ricardo Coube, a reunião de ontem aponta que o Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder) está no caminho certo.

“Se não fosse esse processo promovido pelo Coder, a região provavelmente só conheceria as intenções do governo depois da inauguração do aeroporto. Abriu-se um canal, que permitirá que as providências sejam planejadas com antecedência, de modo que o terminal seja inaugurado já com a estrutura definida. Deste modo, teremos um aeroporto produzindo a todo vapor em dois a três anos”, observa.

O prefeito Tuga Angerami concorda. Na opinião dele, a interlocução entre o empresariado e o setor público é fundamental para o desenvolvimento das cidades. “Porque o mandato é temporário. Quem fica, quem tem interesse em garantir continuidade, é o empresário. Acredito que o Coder está dando certo porque é o setor produtivo que está à frente (...) Agora é garantir que essa interlocução seja permanente”, encerra.