A Polícia Miltar (PM) de Bauru abordou mais de 500 pessoas, a maioria adolescentes, em 21 ônibus coletivos com destino ao Bauru Shopping e Praça da Paz, anteontem à noite. A operação, que resultou na apreensão de uma bola de sinuca, tinta spray e um litro de bebida alcoólica, visou a prevenção a danos.
De acordo com a PM, tem sido comum adolescentes se recusarem a pagar o coletivo, pulando a catraca, e provocar vandalismo nas ruas próximas ao Bauru Shopping Center e à Praça da Paz, onde desembarcam para passeio de sábado à noite.
A operação envolveu 37 policiais e 12 viaturas, diz o tenente João da Costa Duarte, comandante da Base Sul e coordenador da operação. Um adolescente foi apreendido e encaminhado ao Plantão Policial e nenhum ônibus foi danificado, relata Costa Duarte.
“O adolescente estava com um bola de sinuca envolta em um pedaço de pano, objeto que poderia ser utilizado em ato de vandalismo ou arma em briga. Além disso, apreendemos uma lata de tinta spray e um litro de bebida alcóolica”, detalha o tenente.
De acordo com ele, esse tipo de ação preventiva já estava sendo realizada aos finais de semana por policiais da Base Sul e da Cavalaria. Mas, desta vez, a operação, que teve início às 19h de anteontem e terminou à 1h de ontem, foi intensificada com a ajuda de efetivos da 1.ª Cia e 4.ª Cia, Tático e Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicleta (Rocam).
Segundo Costa Duarte, não foi registrada nenhuma agressão a funcionários ou outros usuários dos ônibus. A operação – que continuará sendo realizada – é uma forma de evitar vandalismo e possíveis casos de violência, frisa o oficial.
A assessoria de imprensa da Associação das empresas do Transporte Coletivo Urbano (Transurb) explica que a preocupação das empresas que operam o transporte coletrivo na cidade é preservar a integridade do usuário, do funcionário e do patrimônio público.
Afronta
Sandra Cristina Ferreira, presidente do Conselho Tutelar de Bauru, é a favor da operação realizada nos ônibus. Segundo ela, essas ações ajudam a prevenir e evitar comportamentos inadequados ou ocorrências mais sérias.
“Isso é desrespeitoso porque existe uma tarifa de ônibus que deve ser paga. Os adolescentes devem entender que têm seus direitos, mas também deveres que precisam ser cumpridos para se ter um bom convívio social”, destaca Ferreira.
Além disso, ressalta ela, boicotar a tarifa pode representar uma afronta. “Dependendo da situação de vida que o adolescente está vivendo, essa atitude pode ser uma forma dele estar enfrentando a sociedade, a própria família ou uma questão de auto-afirmação na turma”, observa.