09 de julho de 2026
Esportes

Automobilismo: Alonso vence e leva Renault ao título

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Xangai - Em prova marcada por despedidas de motor, equipes e pilotos, o espanhol Fernando Alonso, da Renault, venceu ontem de madrugada a última etapa do Mundial de F1 de 2005, o GP da China, disputado no circuito de Xangai.

Foi a sétima vitória do atual campeão da categoria, que ajudou sua equipe a conquistar o título do Mundial de Construtores. O italiano Giancarlo Fisichella, companheiro de Alonso na Renault, chegou em quarto lugar, somou cinco pontos e também deus sua colaboração para o título da equipe francesa.

Após 19 etapas, a Renault somou 191 pontos, contra 182 da McLaren. O finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, chegou em segundo e o alemão Ralf Schumacher, da Toyota, completou o pódio.

O melhor brasileiro da prova foi Felipe Massa, da Sauber, que terminou em sexto lugar. Já Rubens Barrichello, da Ferrari, ficou em 12º. Antonio Pizzonia, da Williams, abandonou a prova na última volta, quando estava em 13º.

Música

Ao cruzar a linha e chegada, Alonso cantava , pelo rádio de sua Renault, o rock “We are the Champions” (Nós somos os campeões), da banda Queen. Nos boxes, os mecânicos de sua equipe entoavam a “Marselhesa”, o hino francês. Os torcedores espanhóis que invadiram o paddock para celebrar o novo herói do país, gritavam mais do que cantavam, “Puxa Alonso”.

Música foi a forma que a categoria encontrou para extravasar após 19 GPs por 17 países em sete meses e meio. Maratona que acabou ontem em Xangai.

Depois de um GP do Japão eletrizante, a etapa chinesa foi monótona. O lance de maior emoção ocorreu pouco antes da largada. Foi inusitado: a caminho do grid, aquecendo pneus, Michael Schumacher e Christijan Albers bateram com violência, destruindo os carros da Ferrari e da Minardi.

Os dois tiveram que voltar caminhando aos boxes, de onde largaram com modelos-reserva. “Todo mundo viu o que aconteceu e acho que foi vergonhoso para nós dois”, disse o holandês. “Essa esquisitice foi um desfecho apropriado para um ano complicado”, definiu o heptacampeão.

A FIA considerou Schumacher culpado pela batida e o advertiu. A corrida teve ainda outros dois incidentes, mas com pilotos sem chances de vitória. Na 18ª volta, a tampa de um ralo na zebra da curva 10 se soltou e rasgou o pneu dianteiro direito do McLaren de Juan Pablo Montoya, quarto colocado.

O safety-car interveio até que o problema fosse consertado. Nesse meio tempo, Schumacher aprontou outra: mesmo em baixa velocidade, rodou sozinho e foi forçado a abandonar o GP.

A disputa foi retomada na 25ª volta e, quatro giros depois, o safety-car teve que retornar à pista. Dessa vez, o culpado foi Narain Karthikeyan, 13º, que espatifou seu Jordan no muro da curva 13.

Nada disso, porém, afetou Alonso, que seguiu sem sustos para cruzar a linha de chegada. E cantar. “Acho que a música diz tudo. Foi uma temporada fantástica. Este título de construtores não era crucial mas será importante para que o time continue motivado em 2006”, declarou.

Do alto do pódio, abraçado ao chefe Flavio Briatore, ouviu os mecânicos cantarem os versos que celebram a glória da pátria francesa. Foi o caso ontem: cinco vezes campeã do Mundial de Construtores como fornecedora de motores, faltava à Renault uma conquista como escuderia.