07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Duelo: sim ou não?

Um debate sobre o referendo da proibição de venda de armas traz a Bauru hoje dois deputados federais paulistas de renome. Trata-se de Luiz Antonio Fleury Filho (PTB) e Jamil Murad (PC do B). Ambos estarão na ITE, a partir das 20h, para, cada qual, defender uma posição no referendo do dia próximo 23. Fleury defenderá o “Não” e Murad o “Sim”.

• Cadê os tribunos?

Os vereadores de Bauru, que se reúnem hoje para mais uma sessão da Câmara, pouco opinaram na tribuna sobre o referendo. Aliás, os velhos e bons debates temáticos dos anos 80 e 90 andam em falta no Legislativo. A pauta de hoje é “morna” novamente. Portanto, não deverá motivar discussões mais aprofundadas.

• Planta genérica

O que deverá pegar mesmo no Legislativo bauruense, talvez ainda hoje, é a discussão sobre a revisão da planta genérica de valores imobiliários do município. Trata-se de um dos assuntos urgentes da cidade, que pode e deve ser debatido à exaustão, mas deve ser encarado como prioridade, já que há interesse já manifestado dos políticos de encontrar soluções para situações mal-paradas.

• Entrega do projeto

Por volta de 16h30, a sessão deverá ser interrompida para que o Poder Executivo entregue um projeto de lei com a proposta de revisão, inclusive com valores para cada área da cidade. Segundo o chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Canalli, o projeto a ser passado aos vereadores é fruto de meses de trabalho de uma comissão que contou com técnicos da administração e da sociedade, notadamente setores com especialização no tema.

• Desapropriação

Outro assunto que poderá gerar algum barulho - não necessariamente entre Executivo e Legislativo - mas entre o Sindicato dos Ferroviários e a prefeitura é o anúncio do prefeito Tuga Angerami (PDT), ontem, neste matutino, de que vai desapropriar o prédio da estação ferroviária, na Praça Machado de Mello, para implantar no local a Secretaria de Educação.

• Conversa esgotada

Como dissemos ontem, a prefeitura considera que esgotou as negociações com os novos donos do prédio da estação, que o receberam na Justiça como indenização trabalhista como parte de pendências da Rede Ferroviária Federal com os trabalhadores. A administração não quer comprar toda a área da RFFSA, mas apenas o prédio. Tuga argumenta que a municipalidade não precisa de mais terrenos.

• Revitalização, já!

Seja lá como for, é de extrema importância a ocupação e revitalização do histórico prédio da estação, já tombado pelo Patrimônio Histórico, por sinal. A modernização do centro da cidade passa, obrigatoriamente, por uma nova e arrojada destinação daquele imóvel, um dos marcos do desenvolvimento da cidade e região em épocas passadas.

• Pensando o futuro

Outro dia, um leitor defendeu nesta mesma página, na tribuna do leitor, a necessidade de se pensar a médio e longo prazo o que fazer com aquele “vazio urbano” que se formou ao longo de todo a região central e suas extensões, de leste a oeste da cidade, através dos trilhos abandonados. Um futuro promissor e belo passa pela retomada da ferrovia ou pela retirada dos trilhos para dar lugar a um democrático logradouro público.