08 de julho de 2026
Regional

Vereadora questiona a legalidade da cobrança

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Jaú - A vereadora Heloísa de Almeida Leite (PDT) acredita que a taxa dos bombeiros é algo que ainda não teve sua legalidade comprovada. Por esse motivo, ela conta que foi proposta uma saída alternativa para aumentar a arrecadação sem mandar a conta para o contribuinte.

Em vez da taxa, a proposta era aumentar em R$ 100 mil o Orçamento do município para os Bombeiros, passando assim para R$ 325 mil anuais. A esse valor seriam acrescentados mais R$ 100 mil provenientes de uma economia que a Câmara se dispunha a fazer. Desta forma, a verba saltaria dos atuais R$ 225 mil para R$ 425 mil ao ano. Mais até do que os R$ 350 mil previstos com a cobrança da taxa.

Embora tenha votado contra a criação da taxa, a vereadora fez questão de frisar que não tem nada contra o Corpo de Bombeiros. “Muito pelo contrário, eles são prestativos, ágeis e merecem elogios.”

O vereador José Luiz Sette (PSDB), líder do Executivo na Câmara, reconhece que o projeto é impopular e vai render muitas críticas dos moradores, mas, segundo ele, precisava ser aprovado.

Mais segurança

“Quando a população começar a ver os resultados, a rejeição (ao projeto) vai diminuir”, acredita. Sette votou a favor da taxa. Na avaliação dele, com mais recursos, os Bombeiros poderão oferecer maior segurança aos moradores. “Hoje, se pegar fogo em um apartamento acima do sexto andar não tem como apagar”, disse, para exemplificar a limitação vivida pela corporação local.

Com a criação da taxa, a prefeitura deixará de repassar os R$ 225 mil, como tem feito nos últimos anos. Segundo Sette, com esse dinheiro será possível “construir mais creches”, entre outros “investimentos”.