11 de julho de 2026
Nacional

Polícia Federal acha mais uma parte do dinheiro furtado na sede do Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro - A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro informou ter recuperado na noite de anteontem, em uma empresa de vidro, em Jacarepaguá (zona oeste) o equivalente a R$ 160 mil em notas de euros e dólares, que fazem parte dos R$ 2,1 milhões que foram furtados da sala-cofre da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da corporação no centro do Rio em 15 de setembro.

A descoberta só foi possível por causa do depoimento de um funcionário da empresa, identificado como Ubirajara Saldanha Maia, o Bira, que é suspeito de ter participado do furto junto com o agente federal Marcos Paulo da Silva Rocha. Ele concordou em colaborar com a polícia em troca de benefícios judiciais O funcionário levou os policiais até o local.

O dinheiro estava escondido dentro de uma máquina -haviam 32 mil euros (equivalente a R$ 86 mil) e US$ 32 mil (US$ 73 mil). Na sexta-feira, a PF já havia recuperado 246 mil euros (cerca de R$ 738 mil).

O dinheiro estava dentro de uma lixeira na praça Afonso Pena, na Tijuca (zona norte). O dinheiro furtado foi apreendido durante a Operação Caravelas, que desarticulou uma quadrilha internacional de tráfico de drogas. Os principais suspeitos da ação são sete agentes federais, que estão presos.

O depósito bancário deveria ter ocorrido no dia seguinte à apreensão. Por ordem do então superintendente interino, Roberto Prel, ele não aconteceu. Como o dinheiro passaria o fim de semana na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o agente Rocha teria planejado o furto, segundo o escrivão Fábio Kair, também preso.