10 de julho de 2026
Política

Clemente calcula prejuízos com suspensão do contrato

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), José Clemente Rezende, disse ontem à noite que a decisão da Justiça Federal de suspender o contrato com os Correios será cumprida, mas com prejuízos à autarquia. “Determinei as providências para cumprir a decisão judicial dentro do prazo. Agora, para voltar ao sistema antigo vamos arcar com prejuízo e transtorno operacional”, comenta.

Clemente disse que já esperava posição judicial favorável ao monopólio postal, em razão desta tese ser majoritária em outras discussões sobre o mesmo tema. De outro lado, ele argumenta que não é viável o desmembramento do serviço de postagem das contas de consumo de água com as obrigações de leitura e impressão das contas.

“Fica muito mais caro que os R$ 1,30 que contratamos junto aos Correios para todas as etapas. Se o contrato for julgado nulo os Correios vão cobrar a tabela única para o serviço de postagem das contas, que já é de R$ 0,85 por unidade e antes era R$ 0,76. Nós conseguimos negociar R$ 1,30 com tudo, leitura, impressão, monitoramento, fotos digitais, relatórios e entrega das faturas, além de aviso e releitura”, descreve.

Outro prejuízo alegado pelo presidente do DAE diz respeito ao faturamento mensal. “Em setembro, com os serviços dos Correios operando, a receita de tarifa subiu para R$ 3,9 milhões, contra R$ 3,1 milhões dos meses anteriores, em média. Voltar ao sistema anterior significa perder essa receita, que foi recuperada com a correção nas leituras e nos procedimentos. Fora isso temos que remover profissionais já adaptados em outros setores e que estão rendendo muito bem”, reclama Rezende. Outra dificuldade operacional apontada pelo DAE é com o sistema de informatização.