Diante do panorama de boas ofertas e muita vontade de consumir, é preciso estar atento para não ficar com o nome sujo na praça. Uma dívida contraída hoje e esquecida amanhã pode se tornar um grande problema.
O economista e consultor financeiro Adriano Fabri recomenda um planejamento detalhado do orçamento doméstico, dividido entre necessidades essenciais - alimentação, luz, água, transporte e vestimenta - e gastos desejados, como um eletrodoméstico novo, um carro novo ou um sofá novo.
“Primeiramente é preciso analisar quanto a família ganha, quanto gasta com as contas básicas, colocar no papel os compromissos financeiros já assumidos e separar o que se pretende comprar por grau de importância”, orienta Fabri.
Ele alerta ainda que muitas pessoas acabam gastando além de suas posses por contar com a chegada do 13.º salário. No entanto, o economista explica que é preciso lembrar que no início do ano seguinte vêm os compromissos financeiros, como o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula dos filhos na escola e compra de material escolar.
Fabri reforça a importância de utilizar esse dinheiro extra de modo racional, pensando no futuro próximo. “O 13º é apenas um auxílio financeiro para os compromissos orçamentários que virão logo após as festas.”