09 de julho de 2026
Nacional

Referendo: pesquisa diz que ‘não’ vence

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Pesquisa realizada pelo Instituto Toledo & Associados divulgada ontem aponta a vitória do “não” no referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munição no Brasil que será realizado no próximo dia 23. O “não” obteria 52,1% dos votos e o “sim”, 33,7%.

Outros 10% estão indecisos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Participaram da pesquisa 1.947 eleitores com mais de 25 anos e residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Recife e Salvador. Eleitores pertencentes à classe A votam mais “não”. De acordo com a pesquisa, 70% deles escolheram “não”, 20% escolheram “sim”; e 8,3% não souberam responder. Já a menor diferença está na classe C, onde 46,7% optou pelo “não”; 37,4% optou pelo “sim”; e 12,6% não respondeu.

O estudo também revelou a descrença dos eleitores na polícia. Entre os participantes da pesquisa, 79% acham que ela não tem “meios para proteger os cidadãos desarmados da violência”. Somente 13% discorda e 7% disse nem concordar nem discordar. 1% não respondeu. Confusão No referendo, o eleitor deve responder à pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”.

Entre os entrevistados, 8% dos que votaram “sim’’ e 6% dos que optaram pelo “não” não confirmaram suas escolhas, ou seja, haviam se confundido. Opinião O instituto também perguntou a opinião dos eleitores sobre alguns dos argumentos que têm sido expostos pelos defensores de ambas frentes parlamentares envolvidas no referendo.

Dos entrevistados, 57% afirmaram discordar da idéia de que proibir o comércio de armas de fogo irá diminuir os crimes, enquanto 34% concordaram e 8% disseram nem concordar nem discordar. 1% não respondeu.

Quanto à afirmação de que os cidadãos ficarão desprotegidos caso a proibição seja aprovada, 59% concordaram, 29% discordaram, 10% disseram nem concordar nem discordar, e 1% não respondeu.

Lei seca

Não haverá lei seca no Estado de São Paulo devido ao referendo acerca da venda de armas de fogo e munição. A decisão coube à Secretaria Estadual da Segurança Pública, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a pasta, a suspensão da venda de bebidas alcóolicas não é necessária pois “não se trata de uma disputa política e sim de uma consulta popular”.

Como votar

No referendo, os eleitores deverão responder “sim” ou “não” à seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?’’ Na urna eletrônica, as respostas correspondem às teclas 2 e 1, respectivamente. Os demais números poderão ser usados por quem quiser anular o voto. Também haverá, no teclado, a opção pelo voto em branco.

O voto no referendo é obrigatório. Quem estiver fora da zona eleitoral deverá comparecer a uma zona ou posto eleitoral no próprio dia 23, das 8h às 17h, para se justificar. O formulário de justificativa está disponível na Internet e nos cartórios eleitorais. Eleitores que moram no Exterior não poderão votar.