08 de julho de 2026
Turismo

Por águas serenas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

De Barreirinhas até o começo das dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses espalhado por uma área de 155 mil hectares, equivalente à Grande São Paulo, chega-se de veículo 4x4 por meio do areial repleto de pés de caju ou pelo rio.

Optando pelo rio, navega-se duas horas pelas águas serenas do rio Preguiças, com suas margens cheias de mangues, buritis, açaís e carnaúbas (se você avistar coqueiros altos, compridos, fique certo que trata-se de açaí; os mais grossos são buritis e os com folhas que lembram guarda-chuva, carnaúbas.

Ao longo da viagem vão surgindo vilinhas com conjuntos de dunas sensuais, como Vassouras, São Domingo, Ponta do Mangue, Espadarte, Pequenos Lençóis, Morro do Boi e Caburé.

Nesses pontos de apoio, ao longo dos 120 quilômetros do rio Preguiças, são erguidos pelos pescadores nos meses chuvosos, entre janeiro a julho, barracos nômades, de palha, que servem de abrigo depois do trabalho.

As agências de receptivo, como a Sea And Air (www.seaandair@elo.com.br), fazem duas paradas estratégicas antes do visitante atingir os Grandes Lençóis, em Caburé e depois em Atins, onde se dá o encontro entre o rio e o mar: em Vassouras, onde animais silvestres como maritacas e macacos saúdam os visitantes subindo em seus colos e pousando para fotos, e em Mandacaru, onde um farol imponente convida à subida por seus mais de 160 degraus.

Suba sem medo. A cada lance há uma janelinha renovando o ar para os claustrofóbicos como eu.