QUESTÃO DE ESTADO
A fase final do Campeonato Brasileiro da Série B, que começa neste sábado, vem sendo encarada como uma questão de Estado pelas autoridades de Pernambuco. O motivo vocês sabem: Santa Cruz e Náutico estão no quadrangular decisivo e há um jejum de quatro anos sem representantes pernambucanos no grupo de elite do futebol nacional. Governo estadual, Assembléia Legislativa e Prefeitura do Recife estão dando a maior força aos dois times. O Santa é o time da massa, o ‘Corinthians’ de lá, tem mais torcedores na capital, enquanto a maior torcida no interior é a do Sport - o ‘Palmeiras’ de Pernambuco. Já o Clube Náutico Capiberibe é o time da elite, como São Paulo. O governador Jarbas Vasconcelos e o prefeito João Paulo, são inimigos políticos. O peemedebista Vasconcelos e o petista João Paulo torcem pelo Sport, mas colocam dinheiro público desde a abertura da segunda fase da Série B, para dar uma mãozinha às campanhas da dupla. Além de Naútico e Santa Cruz, a fase final conta com Grêmio e Portuguesa.
PONTE COM JUSTIÇA
O medo de violência por causa da morte de um torcedor ponte-pretano na segunda-feira, numa briga com são-paulinos, afastou o público da partida de terça-feira, em Campinas, quando a Ponte Preta venceu o São Paulo por 2 a 0. Apenas 3.500 torcedores estiveram no Estádio Moisés Lucarelli para assistir ao jogo remarcado pelo STJD. No gramado, a Macaca partiu determinada em busca da vitória e conseguiu, com justiça. A Ponte igualou-se ao próprio São Paulo na classificação.
REMARCADOS
Dos jogos remarcados até agora, a partida de terça em Campinas foi a única que manteve o vencedor em relação ao jogo que tinha sido anulado. Lembramos que a Ponte havia vencido o São Paulo por 1 a 0. Eurico Miranda afirmou que o Vasco entraria com um recurso para anular o jogo remarcado com o Figueirense, que terminou empatado por 3 a 3. É que o time de São Januário havia vencido o de Santa Catarina por 2 a 1. Quero ver Eurico falar em anular a partida de terça-feira, quando o Vasco venceu o Botafogo por 1 a 0. O Botafogo havia vencido pelo mesmo placar.
AINDA A MÁFIA
Edílson Pereira de Carvalho aliviou a barra de Héber Roberto Lopes. “O Heber não tem nada com isso. O que aconteceu foi que o Gibão (Nagib Fayad) queria apostar em uma rodada em que eu não apitaria e estava com medo de perder. Então, eu disse a ele que apostasse em um time do Rio, pois os árbitros têm medo de errar contra os cariocas, principalmente quando o jogo é o Rio. Não falei nomes’’, explicou Edílson, que adora ser réu confesso. Nagib Fayad disse suspeitar que o jogo em que o Botafogo bateu o Juventude por 3 a 2, em junho, teve seu resultado manipulado. Segundo ele, a dica sobre a fraude na partida apitada por Heber foi dada pelo próprio Edílson.
CANA NELE
O torcedor assassino foi identificado. Trata-se de Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, 21 anos, com passagem policial. Ele é apontado como o autor do disparo que matou o palmeirense Diogo Lima Borges, da Mancha Alviverde, domingo, no Metrô Tatuapé. Pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão. Acho pouco.
NÃO É FÁCIL
Rafael Ribeiro Gomide diz que está na hora do Noroeste contratar reforços para o Paulistão. Ele acha que o Alvirrubro poderia fazer uma parceria com o Corinthians e tentar bons jogadores em outros clubes, como Leandro, que é reserva na Portuguesa. Seguinte, chefe: o clube não tem patrocinador e sua única receita é Damião Garcia. O presidente, que coloca mensalmente uns R$ 200 ou 300 mil mensais, creio, não vai gastar todo o seu patrimônio. Edmundo, o ‘Animal’, pediu 60 mil por mês e 10 mil por jogo. Se nessa cidade de quase 400 mil habitantes, o Norusca tivesse pelo menos cinco mil sócios, a coisa poderia ser diferente. No início da década de 70, o Norusca chegou a ter 10 mil associados.
MEMÓRIA
Copa do Mundo da Alemanha/74: Brasil 3 x 0 Zaire em Gelsenkirchen, gols de Jairzinho, Rivelino e Valdomiro. O Brasil formou com Leão; Nelinho, Luís Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Carpeggiani, Piazza (Mirandinha) e Rivellino; Jairzinho, Leivinha (Valdomiro) e Edu. Técnico: Zagallo. Copa do Mundo do México/86: Brasil 1 x 0 Argélia, em Guadalajara, gol de Careca. Brasil: Carlos; Edson (Falcão), Júliio César, Edinho e Branco; Júnior, Elzo, Alemão e Sócrates; Careca e Casagrande (Muller). Técnico: Telê Santana.