10 de julho de 2026
Política

Garmes critica auditoria e cobra cortes na Emdurb

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB), avalia como “cavalo de tróia” o resultado da auditoria contratada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) junto à Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp). Ele avalia que a realização do estudo sobre as condições estruturais, administrativas, financeiras e operacionais da Emdurb tem como objetivo respaldar a cobrança da coleta de lixo e a terceirização do serviço.

“A Câmara Municipal não vai ficar passiva a essa tentativa de preparar a terceirização de serviço e a cobrança da população baseado em um relatório de auditoria que trouxe dados descritivos que podem ser reunidos por agente administrativo e não precisava ser contratado. Não precisa ser contador ou auditor especializado em finanças para escrever que a Emdurb tem rombo. Isso todo mundo já sabia e o relatório está desatualizado”, critica.

Garmes considera que a administração terá dificuldades em aprovar a criação da cobrança do lixo. Antes, opina, o governo tem que fazer sua parte. “A Emdurb precisa cortar gastos e enxugar sua estrutura para depois começar a querer discutir qualquer outra medida que onere ainda mais a população. O quadro é excessivo”, opina Garmes.

Toninho Garmes critica o conteúdo do relatório de auditoria. “Onde estão os dados de coleta de lixo de 2005 no relatório? Onde estão as análises estatísticas de autos de infração do estacionamento rotativo e a planilha de receita e despesa por área de atuação, em cada segmento? Alardearam uma auditoria ampla e geral, mas apresentaram dezenas de páginas com meras descrições. Até eu faria essa reunião de informações em um documento. Isso é cavalo de tróia, preparação para terceirizar e cobrar mais da população, o que não admitimos”, adverte.

O presidente da Câmara Municipal também considera vazia a planilha que dispõe sobre o custo por tonelada da coleta domiciliar de lixo. “25% das despesas supostamente existentes são compostas por outras despesas que não contam com nenhuma explicação sobre a origem. E, no custo final de R$ 85,00 por tonelada do lixo, estão incluídos todos os excessos da gestão, o que é absurdo. Só a diretoria financeira e a presidência custam 21,98% de toda a folha, situação insustentável. Como presidente da Câmara digo que os vereadores não vão engolir essa história”.

O vereador considera estranha a omissão de dados, como a dívida patronal deste ano acumulada em R$ 1,6 milhão com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), conforme revelou o JC no início da semana. “De tão falho que é o relatório, não constou uma dívida desse porte com o INSS referente a este exercício, o que demonstra a falta de acuidade na análise da efetiva situação da empresa”, finaliza.

O presidente da Emdurb, Renato Purini, disse, nesta semana, que dados complementares ao relatório de auditoria e a inclusão de informações serão realizados em até 30 dias pela Fundunesp. Sobre a não citação da dívida com o INSS, de 2005, Purini argumentou que a administração já estava em negociação de parcelamento com o órgão federal, o que levou à decisão de não incluir a informação no documento.