11 de julho de 2026
Geral

Infestação do mosquito da dengue está dentro do aceitável pela OMS

Da Redação
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O índice de Breteau em Bauru, medido neste mês pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), foi de 1,02. O número é bem próximo ao verificado em outubro do ano passado, quando o índice registrado foi de 0,99.

O índice mede a quantidade de criadouros de larvas do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, existentes na cidade. O limite máximo aceitável indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 5. Neste ano, foram confirmados 37 casos de dengue, sendo 31 autóctones, quatro importados e duas de pessoas em trânsito na cidade.

O trabalho das equipes do CCZ teve início no começo do mês e totalizou 4.975 residências visitadas. Para a coleta das amostras, foram sorteadas quadras em todos os bairros de Bauru. Com os resultados, o Departamento de Saúde Coletiva avalia os índices de infestação e se a ocorrência das larvas é em todo o bairro ou apenas em algumas casas e em quais tipos de recipientes a propagação do mosquito é mais comum.

De acordo com Flávio Tadeu Salvador, coordenador do Programa de Combate à Dengue, os índices demonstraram que os criadouros estão disseminados por toda a cidade, embora a área central tenha apresentado o maior índice regional, de 2% do total de casas visitadas, numa área compreendida entre a rua Marcondes Salgado e os Altos da Cidade.

Em seguida, vem a Vila Cardia e Higienópolis, com índice de 1,73. Na seqüência, aparecem a região do Núcleo Mary Dota, com 1,47, e a zona sul, que envolve Jardim Estoril, Jardim América e bairros próximos, com 1,39. Em último lugar está a região do Parque Santa Edwirges, com índice de 0,64.

Entre os recipientes examinados, os pratos para plantas foram os que mais apresentaram presença de larvas do mosquito, seguidos dos vasos. Outros recipientes de água também podem se transformar em criadouros, como os fixos (piscinas e fontes), reservatórios de água ligados ou não à rede pública, ralos, materiais inservíveis (latas e garrafas vazias) e recipientes naturais, como plantas que armazenam água (bromélias e outras).

Segundo Salvador, as ações para o combate à doença deverão ser intensificadas nos próximos meses, quando devido ao clima quente característico desse período, há o aumento de proliferação das larvas do mosquito. Para isso, uma equipe de 140 agentes de controle de doenças estará envolvida nesse trabalho, que requer orientação para conscientização da população e, conseqüentemente, o controle da doença.