11 de julho de 2026
Política

‘Não’ recebe 64,5% dos votos dos eleitores nas urnas de Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Quase 180 mil bauruenses foram às urnas ontem, conforme os dados extra-oficiais divulgados pelos três cartórios eleitorais da cidade, para votar, sendo que 64,55% optaram pela manutenção do comércio de armas e munição e 35,45% pela proibição, seguindo a média registrada em todo o País.

Os dados extra-oficiais de apuração indicaram pouco mais de 110 mil votos “não” e quase 61 mil “sim” até 22h30, em um universo de mais de 220 mil títulos de eleitores considerados. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vai divulgar os dados oficiais hoje. Os processos de votação e apuração foram considerados tranqüilos nas três zonas eleitorais dirigidas pelos juízes João Thomaz Dias Parra (23ª), Jaime Ferreira Menino (387ª) e Ubirajara Maintinguer (300ª).

O total de votos válidos foi próximo de 172 mil. Na 387ª, onde estavam registrados 60.687 eleitores em 128 seções, as informações extra-oficiais apontaram 30.285 “não” e 18.080 “sim” e 10.773 abstenções.

Na 300ª zona, que integra os eleitores de Avaí (cerca de 3.000) e Arealva (pouco mais de 4.000), 38.739 pessoas disseram “não” e 22.067 “sim”. Das 171 seções desta região, 14.713 pessoas não foram votar, mas 78.105 compareceram.

Já na 23ª zona eleitoral, que contava com 90.886 títulos em 194 seções, 71.951 opinaram no referendo, sendo 46.512 pelo “não” e 22.785 “sim”.

Segundo essa totalização divulgada pelos cartórios, Bauru já teria alcançado 229.678 títulos, sendo que 44.421 pessoas não foram às urnas, gerando índice de abstenção de 18,8%. Os dados extra-oficiais apurados nos cartórios locais apontaram pouco mais de 3.200 votos brancos e acima de 4.400 nulos.

Quem não votou, tem até o dia 22 de dezembro próximo para justificar. “Mas tem de ter motivação para a justificativa, como doença por exemplo. Não pode ser simplesmente por viagem. A motivação tem que vir acompanhada de atestado médico em caso de doença, por exemplo”, enfatiza João Parra. A multa imposta pela Justiça Eleitoral para quem não votou e não justificou é de R$ 3,51.

O transporte de urnas e documentos oficiais gerou acúmulo apenas na chegada do material nos três cartórios, ainda assim com concentração maior no período entre as 17h30 e 18h. Na 387ª zona, algumas urnas só chegaram após as 18h.

A transferência oficial dos dados para o TRE era feito em segundos pelo sistema. Uma linha telefônica exclusiva garantiu o serviço ininterrupto, disquete a disqute. Nas últimas eleições, houve dificuldade operacional em razão da apuração ter acontecido fora das dependências dos cartórios, conta o titular da 23ª zona, José Carlos Colhado. Nestes eventos, a Justiça Eleitoral utilizou o envio dos dados por moden, exigindo rediscagem telefônica e queda na conexão por congestionamento.

O aparato da Polícia Militar garantiu segurança ao trabalho de centenas de profissionais e voluntários convocados para o referendo. Encerrada a votação, o capitão Flávio Jun Kitazume avaliou o trabalho como calmo.

Os cartórios tiveram a rua em frente interditada para facilitar a movimentação oficial durante o registro e envio dos dados para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. “Cada cartório passou seus dados de forma autônoma ao TRE. Com exceção das urnas que exigiram contagem manual, o processamento e envio dos dados foi rápido, cabendo ao TRE a totalização oficial por região e cidade”, explicou o juiz João Thomaz Dias Parra.

O juiz Jaime Ferreira Menino registrou que o processo foi sereno. “Embora a estrutura seja a mesma de uma eleição, o pessoal convocado para o referendo foi em menor número, sobretudo em relação ao contingente de suplentes nas seções”, mencionou.