Na minha opinião, essa fortuna que o governo gastou na compra do avião para o seu turismo doméstico e internacional, na eleição para a vitória na presidência da Câmara dos Deputados e na publicidade do referendo são gastos perdulários que deveriam ser empregados na sucateada educação da criança, homem de amanhã, dos adolescentes, dos jovens e dos adultos.
Todavia, nem tudo está perdido. Essa campanha milionária pelo sim ou pelo não deixou um pálido e parco saldo positivo de educação para o povo. Por detrás disso tudo devem existir maquinações perversas para delas subtraírem dividendos.
Vamos, agora, para dívida externa aos credores internacionais. Entre outros projetos oriundos de meus exaustivos estudos, como o da reconstrução das ferrovias, o da reforma agrária, o do aperfeiçoamento do direito de greve e o da maneira correta de pagar a dívida externa ao FMI, destaca-se o da dívida externa, que, desde o ano de 2002, insisto com o presidente da República, pedindo-lhe audiência nos termos de meu pedido, para entregar-lhe em mãos referidos projetos, sempre com respostas negativas. Pois, o que merece prioridade é o de como se pagar corretamente a referida dívida. E mais. São propostas que, com suas execuções, o Tesouro Nacional nada gastará. São inéditas!
Quanto ao pagamento da dívida externa, no meu estudo consta a consulta ao povo. Se ele concorda em financiá-lo, pois, neste País, tudo se transforma em tributos, cujo dinheiro nunca mais volta aos bolsos do contribuinte, e desaparece no ralo dos desperdícios. E, como proponho, numa espécie de depósito mensal em caderneta de poupança, descontados em folha de pagamento, no prazo de 25 anos, cada poupador ou seus herdeiros terão ressarcido (devolvido) o seu dinheiro, com juros e correção monetária.
Essa minha proposta é intransigente, porque, se não for efetivada com urgência, nossos brasileirinhos e brasileirinhas continuarão a nascer sob o jugo tão pesado da dívida e na sujeição de ver nossa Pátria caminhar para o naufrágio, na lama da falência e de se transformarem em membros escravos da escravidão branca.
Tomo a liberdade de perguntar: e o que fizeram, fazem e farão o senhor presidente da República, seus ministros & cia., em especial os ministros militares e demais oficiais subalternos, superiores e oficiais generais, que, no meu entender, são a salvaguarda da segurança de nossa Pátria, em se tratando da dívida externa, que é um dos mais graves problemas de nossa segurança nacional, que nos corrói?
Os ministros, porém, querem usufruir desse status o máximo de tempo possível, pouco ou nada se preocupando com a situação do vexame de nosso povo e de nossa Pátria e do risco que corremos.
Salvo, se não captei com precisão a notícia, no início deste mês de outubro, pela Rede Globo, foi informado que o Brasil pagou, pelos últimos seis meses ao FMI, a bilionária quantia de R$ 80 bilhões, só de juros, o equivalente a mais de R$ 13 bilhões por mês! Não, não posso calar-me!
Nessa consulta ao contribuinte poupador será esclarecido que sua contribuição, somada no cômputo geral, resultará na importância de R$ 4 bilhões e 200 milhões, ao mês, e, que toda essa dinheirama, voltará a circular dentro do território brasileiro.
Mas de que maneira? O governo brasileiro selecionará por ordem de data os contratos das dívidas, dando preferência aos das dívidas federalizadas, como por exemplo, o da dívida da Prefeitura Municipal de Bauru, o liquidará à vista, naturalmente obtendo desconto. A referida prefeitura passará a pagar as parcelas ao Tesouro Nacional. Daí em diante, esse numerário será brasileiro e circulará dentro do Brasil.
Não são operações financeiras de fácil execução, mas os técnicos do Banco Central do Brasil delas saberão desincumbir-se com pleno sucesso. Se surgirem dificuldades nos trabalhos, eu, com meus mais de 80 anos, estou no pleno gozo de minhas faculdades físicas, intelectuais e mentais e estou em condições de coordená-la, colocando-me à disposição para fazê-lo. Se o Brasil conseguir, através deste hercúleo projeto, pagar sua dívida externa ao FMI, seu povo terá recebido a graça de todas as graças de Deus todo poderoso. Amém. É o que tenho a dizer. Muito obrigado.
Diorindo Lopes - oficial de administração, técnico de contabilidade e aposentado da RFFSA