11 de julho de 2026
Política

Termina campanha da Polícia Federal para recolhimento de armas de fogo

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A campanha de desarmamento recolheu na região de Bauru, que também compreende as micro-regiões de Avaré, Botucatu e Jaú, 5.297 armas, segundo dados da polícia federal. A mobilização que durou 18 meses superou os números estimados pelas autoridades federais.

A maioria das armas recolhidas pela campanha foram revólveres, 2.296, no total. As espingardas vieram em seguida. Muitas garruchas e carabinas antigas, algumas até com valor históricos, como os fuzis utilizados na Revolução de 1932, foram entregues.

“Grande parte já foi entregue e destruída pelo exército”, assegura o delegado geral da polícia federal, Carlos Alberto Fazzio Costa. Até agora o Ministério da Justiça não se pronunciou sobre uma provável continuação da campanha.

O último dia para as pessoas se desfazerem de suas armas foi domingo, dia 23. Como as delegacias da polícia civil estariam de plantão durante o referendo e também tinham condições de receber as armas, a polícia federal não fez plantão para o recolhimento em Bauru. “A campanha de desarmamento durou um ano e meio, e considerei que não seria necessário esse plantão”. Nenhuma delegacia de Bauru recebeu armas nesse domingo como foi constatado.

A campanha também serviu para a regularização do porte de armas. O delegado revela que muitas pessoas procuraram a Polícia Federal para colocar a documentação em ordem.

Para as pessoas que ainda não receberam o depósito referente as armas entregues, o delegado afirmou que devido ao número ter sido maior que o esperado - o governo havia previsto que 70 mil armas seriam entregues, mas recebeu cerca de 450 mil - os depósitos estão atrasados. “Alguns em até seis meses”, explica Fazzio. Quem está há mais de seis meses esperando, deve se dirigir até a polícia federal com a cópia do comprovante de entrega para verificar se todos os dados foram preenchidos corretamente.

Com a vitória do “Não” no referendo, Fazzio promete intensificar a fiscalização da polícia federal e continuar criteriosa na concessão dos portes de arma. Pessoalmente, o delegado acredita que faltou esclarecimento à população sobre alguns pontos do referendo. “O voto foi um protesto contra a situação política e econômica do Brasil, acredita.