09 de julho de 2026
Nacional

Gabinete divulga poema de defesa

Folhapress
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Brasília - Condizente com a estratégia de combater a fama de linha-dura, o ex-ministro José Dirceu adicionou ontem um poema à campanha que move pela salvação de seu mandato. Escrito em 18 versos e três estrofes, o poema, intitulado “Sem provas não se reprova”, foi distribuído pela assessoria do deputado na manhã de ontem.

Mais tarde, o gabinete de Dirceu enviou comunicado dizendo que se tratou de um engano: o poema destinava-se apenas a amigos do deputado, para que ajudasse na defesa dele, não à imprensa. “A verdade é solar/Não há provas consistentes/Então porque apenar/Sem culpa em que se sustente?”, começa o poema, enviado por um admirador anônimo.

Dirceu já vem em uma fase mais lírica desde que a perda de seu mandato passou a ser uma probabilidade. Sorridente, atende a deputados e jornalistas com presteza, tentando desfazer a imagem de “trator” que se consolidou durante sua passagem pela Casa Civil. Já pediu desculpas várias vezes e reconheceu ao menos uma dezena de erros nas últimas duas semanas.

No poema, Dirceu “não quer caridade, apenas justiça”. O ex-ministro merece “se livrar do que padece”. A seguir, a íntegra: “Sem provas não se reprova / A verdade é solar: / Não há provas consistentes. Então, porque apenar/ Sem culpa em que se sustente? Ele não quer caridade; / Quer apenas a justiça, / Que se busque a verdade / Que é fruto de uma liça,/ Visando a busca de provas, / Inda que dentro de covas, / Será sempre encontradiça. Aquele que faz a regra / Nela deve estar assente: / Não atira a primeira pedra / Se prova restar pendente; / Assim, Zé Dirceu merece / Se livrar do que padece, / Ser declarado inocente.”