Disse alguém com propriedade que a escala de valores morais está decididamente de cabeça para baixo, e que crítica é a situação em que se acha atualmente a humanidade. E parece fugir-lhe toda perspectiva de dias melhores. As coisas no terreno econômico, social, político e religioso vão de mal a pior. Este mundo, tal qual um velho arcado pelos anos, de cabelos brancos, enrugado, cardíaco e caduco, parece não ter mais esperança de reabilitar-se. Lançando um olhar ao passado, vê o rumo errado que tomou, as muitas “cabeçadas” que deu, a saúde que sacrificou no altar da vida desregrada, o precioso tempo que desperdiçou. E olhando ao futuro, somente se lhe afigura a tumba. Os estadistas, quais médicos em desespero, lhe prescrevem toda sorte de remédio, a ver se podem restaurá-lo, ou pelo menos prolongar-lhe a vida. Mas as forças se lhe esvaem mais e mais.
Já nem pode levantar-se do leito. A qualquer momento, dizem, poderá sofrer um colapso cardíaco.
Eu pergunto de que adiantou o governo gastar uma verdadeira fortuna do erário público em troca das armas dos cidadãos brasileiros, passar o trator em cima e derretê-las? Se foi para fazer “playground” para as crianças, como tentou mostrar o governo do Rio de Janeiro, é pura balela (foi só para inglês ver).
E o que não dizer dos quase 300 milhões gastos com o tal de referendo?, que daria para fazer milhares de casas populares ou saciar a fome de milhares de crianças ou construir centenas de escolas para educar estas mesmas crianças que serão os cidadãos de bem do futuro; ou os bandidos de amanhã?
Em um passado distante já houve um outro referendo, quem não se lembra? A escolha era entre dois homens, e o povo escolheu Barrabás. A história se repete, o povo está plantando uma messe que não terá prazer de colher.
Interessante que naquele episódio, foi-lhes perguntado repetidas vezes o porquê da decisão, e a resposta era a mesma, crucifica-o, e o seu sangue caia sobre nós e os nossos filhos, e num futuro não muito distante surge um tal de “Adolf Hitler” e quase que dizima toda aquela raça.
Curiosamente, ao chegar em casa na noite do referendo, ao constatar a vitória do “não” sobre o “sim” através da “Rede Bobo de tira a visão” (pois através dela com raras exceções estamos trazendo os bordéis para dentro de casa pelas novelas) vimos e ouvimos uma cidadã sendo entrevistada e dizia: “Nós temos o direito de decidir o que vai acontecer conosco daqui para a frente”.
Quando se falava em “fim do mundo” há algum tempo atrás, isto era coisa de seitas apocalípticas, coisas de gente que não tinha o que fazer, hoje até os cientistas já admitem esta realidade (aliás, o fato de alguém não crer isto não altera a realidade).
Não padece dúvida de que em futuro próximo “Deus” intervirá neste planeta, e há de instituir uma nova ordem de coisas.
Para a humanidade em geral, de fato, não há mais esperança de um futuro melhor. Individualmente, porém, quando o presente estado de coisas chegar ao seu termo, poderemos alcançar dias mais ditosos, se formos havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e, desde já, podemos regozijar-nos com esta esperança, da qual conceda “Deus” que também o prezado leitor possa tornar-se participante.
Estes são os meus sinceros votos (por mim e por vós).
Disse Jesus: “Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado”.
Ranulfo Marinho - RG 5.541.398