07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Seriam os bauruenses maus motoristas? Gostaria de saber os motivos do trânsito local causar tantas más impressões tanto para quem chega de fora para morar quanto como para aqueles que já residem na terrinha.

Não é raro encontrar pessoas que considerem mais fácil rodar no caótico tráfego da Capital paulista, uma das maiores cidades do mundo, do que encarar as vias da “Sem Limites”, município infinitamente menor que a gigante São Paulo. Quais as razões de um raciocínio como esse?

Dar respostas a um problema tão complexo como esse não é tarefa das mais fáceis, principalmente porque, confesso, também me surpreendi negativamente com o trânsito daqui quando mudei-me para cá. Mas pode-se arriscar os porquês e vou logo adiantando: não acho isso um problema específico de Bauru e sim generalizado do País.

As barbaridades vistas no trânsito nacional refletem, com clareza solar, os resultados de um sistema de formação de condutores cheio de falhas, que privilegia muito mais a ensinar aos alunos passarem em exames do que efetivamente a ter cidadania e educação no tráfego. Óbvio que as noções de direção defensiva, primeiros socorros e as aulas teóricas e práticas também formam bons motoristas, mas tais conteúdos estão longe de garantir a qualidade dos condutores.

O que dizer de um sistema que não ensina os alunos a dirigirem em estradas, apenas uma de suas muitas distorções? Além disso, de nada adianta ter um sistema de formação de motoristas de primeiro mundo se a educação, o berço da cidadania, não é prioridade para os governos. Enquanto isso não mudar, o resto é tapar o sol com a peneira.