09 de julho de 2026
Ser

Minha história: O primeiro amor a gente nunca esquece


| Tempo de leitura: 1 min

Diz Roberto Carlos numa inspirada canção: “... eu tenho tanto para lhe falar/ mas com palavras não sei dizer/ como é grande meu amor por você...” Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece. Faz muito tempo, mais de seis décadas já se passaram. Vou tentar expressar em palavras o que sinto pelo meu primeiro amor.

Foi amor à primeira vista, um amor imarcescível, desses que a gente julga incongruente com a razão. Toda vez que a vejo diante de mim fica impossível controlar a emoção, que explode dentro de mim, em meu peito senil, e ajo como um adolescente apaixonado. Diante dela o mundo deixa de existir. Ela é o meu sol, em torno do qual gravito.

Quis o acerbo destino que um grande hiato temporal nos separasse. As vicissitudes da vida me conduziram para outros caminhos, aos quais estou atado por laços de família. Sempre que posso vou revê-la. E meu coração, ao vê-la linda como sempre, grita aos quatro ventos: eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo!

Para redimir o holocausto a mim imposto, a vida me ofereceu outros amores. A atitude compensatória não supriu o sentimento indelével do primeiro amor. O primeiro amor veio para ficar, indefectível. Santos, minha amada cidade natal, você foi, você é, você sempre será meu primeiro, inesquecível e grande amor...

Gilberto Sidney Vieira