08 de julho de 2026
JC Criança

Ganhar ou perder?

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Em Bauru, a Associação Luso Brasileira conta com a técnica de xadrez e coordenadora de xadrez da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Lazer), Evandra Cruz, 30 anos, para liderar os cursos, treinamentos e formação das equipes para os campeonatos.

No Bauru Tênis Clube a responsabilidade é de Edivaldo Bezerra Diniz, 45 anos, o Paraíba, que há 25 anos se dedica ao esporte e é também técnico da Federação Brasileira de Xadrez e funcionário da Semel. Os dois clubes oferecem vagas para alunos de xadrez que não sejam associados. Normalmente, as inscrições têm início em janeiro, mas durante o ano também surgem vagas.

Henrique Stramandinoli Guimarães, 11 anos, faz a 5.ª série no Colégio Dinâmico Balão Azul e treina xadrez há seis anos, mesmo tempo que a amiga Amanda Baldim, 11 anos, que está na 5.ª série na escola estadual Ernesto Monte. Ambos já foram campeões estaduais no esporte, mas cada um deles encara de forma diferente o resultado do jogo.

“Quando perco, não fico triste, é só um jogo, tudo bem. Não importante se perde ou ganha”, diz Amanda. Já Henrique tem outra opinião: “Eu fico muito bravo, não gosto de perder”, assume. A técnica Evandra acompanha o desenvolvimento da galera jovem, que chega com vontade de vencer e acaba descobrindo que não é tão fácil assim.

“Lidar com a derrota é algo difícil para o enxadrista, porque ele sabe que perdeu porque cometeu um erro. Caso contrário, o resultado seria empate”, comenta. Mas ela completa: “O xadrez não é bicho de sete cabeças, é como qualquer outro esporte que exige treinamento.”

O xadrez não é apenas um jogo para disputas de campeonato, é uma excelente atividade para estimular a mente. “Ajuda a desenvolver atenção, concentração, disciplina, memória, criatividade, espírito de luta, deontologia (parte da filosofia que estuda a moral – a ética)”, reforça Paraíba.

Para ele, o importante também é respeitar o ritmo do aluno. “Não é saudável a criança ter seu tempo todo ocupado, causa estafa e estresse. É o que eu falo aos pais que chegam com o argumento que o filho precisa ‘ocupar o tempo’”, afirma Paraíba.