07 de julho de 2026
Entrelinhas

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“Agnóstico” político

Confirmando prognósticos feitos ontem neste espaço, a convenção do PDT foi realizada sem a presença do prefeito Tuga Angerami, que se coloca como um “agnóstico” partidário. Isso reforça a tese de que ele prefere governar ao largo de seu próprio partido, para poder, talvez, sinalizar que não pretende ter disputas eleitorais atrapalhando suas negociações de governo, principalmente em 2006.

Partidos esvaziados

Uma estratégia que pode ser viável do ponto de vista de governança, mas que contribui dramaticamente para o esvaziamento partidário e o descrédito nestas instituições, que, salvo raras exceções, servem apenas de veículo para eleger vereadores, prefeitos, deputados, senadores etc. Apesar das mazelas dos políticos, partidos fracos não são um bom negócio para a democracia.

O outro extremo

Bem o contrário tentou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Até surgirem os escândalos do mensalão e do caixa 2, ele hipervalorizou a finalidade do partido (PT), alçou-o à condição de figura central da República, com mais influência até do que a própria Presidência do País, mas despencou do alto desta pretensão para a atual luta insana e tenaz pela sobrevivência política.

“Meia candidatura”

A convenção do PDT, que reelegeu o vereador Faria Neto para a presidência do partido (agora diretório), teve seus momentos engraçados. Ao se digirir à votação, o vereador Futaro Sato ouviu de um mesário que o voto era em chapa única - “pois só há um candidato”. Com o discreto humor que o caracteriza, Futaro corrigiu: “Um não! Meio candidato...”, referindo-se à altura do baixinho Faria.

Mosca azul no PFL

O PFL realizou ontem sua reunião mensal. A novidade foi o “pré-lançamento” da candidatura a deputado do único vereador do partido, Paulo Eduardo Martins Neto. Pelo menos esta é a vontade do presidente da legenda, Dudu Ranieri, que é pré-candidato a deputado federal. Paulo Eduardo nunca demonstrou interesse na candidatura. Porém, o índice de incidência da mosca azul da política já é alto a esta altura. Paulo pode ter sido picado. E não há soro preventivo nem remédio que cure...

Dívida/Funprev

Vanderlei Tomiati, do Conselho Curador da Fundação de Previdência (Funprev) dos servidores municipais, ligou ao JC para esclarecer que a fundação realmente pediu para que o projeto de lei de renegociação da dívida de R$ 61 milhões do Executivo com a Funprev fosse retirado do Poder Legislativo, conforme comentou o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, em reportagem publicada na edição de ontem do Jornal da Cidade.

Para discussão

Entretanto, Tomiati afirmou que a intenção da iniciativa foi para fazer ajustes e novas discussões sobre o assunto. “Em nenhum momento deixamos de querer um acordo. Pedimos que o projeto enviado à Câmara pela Prefeitura de Bauru fosse retirado para ampliar o debate e discutirmos novas propostas para que, posteriormente, ele pudesse ser remetido novamente ao Legislativo. Por isso, nossa intenção sempre foi de resolver a questão”, salientou.