Brotas - A Usina Jacaré volta a produzir energia em novembro de 2006 para empresas do Grupo Arbeit. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já liberou o projeto – homologou a operação – da Pequena Central Hidrelétrica (PCH), pertencente à Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, ligada à Cesp.
O gerente administrativo da fundação, Florindo Miranda, explica que a usina em Brotas é a última entre as quatros PCHs do patrimônio da entidade a retomar as atividades.
Desde 1999, a fundação passou a colocar em funcionamento com parcerias as centrais geradoras localizadas em Santa Rita do Passa Quatro (Usina-Parque São Valentim), Salesópolis (Usina-Parque Salesópolis) e em Rio Claro (Usina-Parque Corumbataí).
Além das usinas, a fundação privada mantém museus em Itu e Jundiaí com visitação pública.
Miranda ressalta que, quando as quatro PCHs estiverem operando, os contratos vão representar 60% do orçamento da fundação, que hoje é de cerca de R$ 2,8 milhões.
Por ter sido construída em 1944, período da Segunda Guerra Mundial, a Usina Jacaré teve seu canal adutor construído em madeira - tubulação medindo 892 metros de comprimento e 1,40 metros de diâmetro. “Em um incêndio, perdeu toda a tubulação. Estamos estudando reconstruir em aço ou concreto. Ela é a que está mais deterioradaâ€, explica.
Ele explica que a legislação prevê do parceiro obras de modernização, porém sem descaracterizar a arquitetura da usina e imóveis anexos. A característica da PCH de Brotas é de um museu vivo, que gera energia e serve de atração turística, recebendo visitantes.
A unidade geradora é formada por uma turbina tipo Francis, eixo horizontal, James Leffel (USA) de 2.500 HP, 1.000 rpm e um gerador Westinghouse, 2.500 kVA, 1.000 rpm. O conjunto arquitetônico é formado por casa de máquinas, depósito e cabine para transformador, vila residencial com oito moradias e uma residência próxima à barragem.
A casa de máquinas e a vila residencial apresentam um conjunto arquitetônico homogêneo, onde a alusão ao jacaré, com pedras sobrepostas, está presente nos embasamentos, nos cunhais, nas molduras das janelas e nos pilares das varandas dos edifícios.
Foi construída pela S.A. Central Elétrica Rio Claro - Sacerc e inaugurada em 1944. Em 1965 a Sacerc foi negociada com a Companhia Hidrelétrica do Rio Pardo. Em 1966, passou a integrar a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e em 1970 foi desativada. Em 1998, foi transferida para o acervo da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo.