07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Mudanças

A presidência da Emdurb continua a mexer em estruturas e procedimentos internos para tentar reduzir o déficit, que chega a R$ 3 milhões ao ano. Mas, para que as ações gerem resultado, Renato Purini terá que enfrentar reações corporativas. No serviço de coleta, por exemplo, precisará apertar o cerco para que os coletores voltem a cumprir a setorização não mais por tarefa.

• Mágica das horas

A medida demorou para ser tomada. Mas a fabricação de horas extras teve formato na fixação das metas de trabalho por tarefa. Ou seja, o profissional completava seu setor em quatro horas e as duas horas remanescentes, já prevista em seu contrato, só poderia ser realizada sob regime de hora extra. O corte nas extras demorou.

• Inspeção detalhada

Este é outro ponto que merece detalhamento na auditoria da Fundunesp. O relatório fala, de passagem, no exagero, mas não explica como era a sistemática. Cabe à presidência da Emdurb, inclusive, revisar o controle dos cartões ou dos registros de horas excepcionais. Muito do que foi pago, pelo jeito, não tinha nada de extra. E é sabido que existem registros com rasura, inclusive.

• Nas ruas

Com a situação acima, será incompreensível esperar acúmulo de lixo nas calçadas. A presidência da Emdurb terá de aplicar a regra, inclusive com fiscalização, para que a população não seja prejudicada. Isso porque será estranho imaginar que sacos de lixo fiquem acumulados se o setor era cumprido em tempo abaixo da jornada até agora.

• Taxa do lixo

A Emdurb já enviou ao Executivo a minuta da proposta de criação da cobrança do serviço de coleta domiciliar de lixo da população. A proposta prevê duas tabelas, uma residencial e outra comercial, por faixas de produção de resíduos. Conforme a proposta, caberá à população a informação sobre quanto de lixo é colocado nas calçadas todos os dias.

• Quantificação

A proposta prevê valores diferentes para faixas de produção de lixo. A estratégia é impedir que o projeto esbarre em ilegalidades, respeitando o princípio da divisibilidade. Ou seja, a cobrança do serviço não poderia unificar um mesmo valor para todos os moradores, porque cada um produz quantidades diferentes de lixo. Daí a proposta do próprio cidadão dizer quanta sujeira, ele leva para as ruas todos os dias.

• Fiscalização

É evidente que, se a proposta for assimilada pelo Executivo, o setor de fiscalização da Emdurb terá que novamente funcionar bem. Isso para impedir que ocorram distorções na fixação dos volumes produzidos de lixo para a eventual cobrança da taxa. Até lá, entretanto, o Executivo terá de convencer a Câmara da criação da taxa.

• Desdobros

Lembram da denúncia anunciada com convocação de coletiva à imprensa, em 2004, pelo então chefe de Gabinete da Prefeitura, coronel Antonio Sérgio Marsola, tratando de possíveis irregularidades nas análises de pedidos de desdobramentos de terrenos na cidade? O processo foi parar na gaveta e, agora, o atual governo estaria disposto a colocá-lo novamente na mesa. Iriam desenterrar o defunto para depositar outros nomes no caixão?

• Parquímetro

Ainda falando de Emdurb, o presidente Renato Purini foi convidado para comparecer em Araraquara, no próximo dia 9 deste mês, para ver como funciona o sistema de estacionamento na região central daquela cidade com registro através de parquímetro. O convite foi firmado a partir de contato feito pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). O secretário de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, integrante deste setor, intermediou o convite.