Os partidos políticos estão em baixa no Brasil e não é de agora. Em recente pesquisa realizada nacionalmente, os partidos ocupam a penúltima colocação na aprovação popular, só perdendo para os políticos. Numa análise rápida, percebemos os seguinte.
Primeiro: a desmoralização partidária devida a certas pessoas, para quem o partido político é apenas um detalhe que não produz efeito algum em suas vidas. Essas pessoas usam as legendas para se elegerem, depois esquecem da militância partidária, tão importante para a formação política. São as famosas aves de arribação; pousam em algum ninho momentaneamente aconchegante, sugam os alimentos, depois voam para outros ninhos mais promissores que atendam aos seus íntimos interesses. Infelizmente, até agora, não existe maneira de coibir e punir essa prática nefasta às instituições democráticas.
Segundo: durante a ditadura militar, os brasileiros amargaram a convivência com o bi-partidarismo; podia-se escolher candidatos entre apenas duas legendas: Arena e MDB. Com a redemocratização dezenas de partidos foram criados: uns poucos com vida orgânica, discussões e propostas sérias para resolverem muitos dos problemas do País; outros, nem tanto: apenas para servirem de moeda de troca nas eleições.
Terceiro: é resultado também da lambança proporcionado pelo partido do governo e outros de sua base aliada, cujas atuações desastrosas estão respingando em todas as legendas. Isso reflete na opinião pública, colocando todos os partidos no mesmo balaio. Isso seria o fim dessa instituição tão importante para a democracia? Quero crer que não.
Os partidos políticos são muito importantes para a formação política e de cidadania em qualquer lugar do mundo. Junto com o poder do voto, representam um dos princípios fundamentais da democracia. É impossível imaginar o sistema democrático sem a existência dos partidos políticos. Se não valorizamos os partidos políticos, a democracia corre sério risco de ser trocada por um regime ditatorial, mais condizente com o gosto dos príncipes que teimam em reinar acima do povo. (Pedro Romualdo)