11 de julho de 2026
Cultura

Gigolô por acidente se aventura pela Europa

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O gigolô Deuce Bigelow está de volta. Depois de “Gigolô por Acidente”, de 1999, estréia hoje em Bauru “Gigolô Europeu por Acidente”. O filme traz novamente o ator Rob Schneider no papel de um perdedor que se torna garoto de programa para solucionar outros problemas. Dessa vez, Bigelow estava decidido a abandonar a carreira de gigolô, mas volta atrás quando seu ex-cafetão, T.J. Hicks (Eddie Griffin), é acusado de envolvimento no assassinato de michês europeus.

Ingênuo e bem intencionado, Deuce decide ajudar o amigo e vai à Europa, a fim de se infiltrar entre os gigolôs de lá e investigar. Mas as coisas não são fáceis como ele pensava. Deuce tem de competir com a poderosa Sociedade dos Gigolôs Europeus e seduzir um grupo um pouco exótico de clientes, para ser discreto na descrição.

Dirigido por Mike Bigelow (o nome é esse mesmo, igual ao do personagem), o filme tem roteiro de Schneider, David Garrett e Jason Ward. O personagem surgiu de uma premissa simples, da cabeça do próprio protagonista. Schneider pensou que poderia ser engraçada a história de um homem que se vê encarregado de tomar conta da casa de um gigolô. O primeiro filme, em 2001, comprovou sua teoria de sucesso popular e faturou quase US$ 100 milhões de faturamento em todo o mundo.

“Eu nunca pensei em fazer uma continuação. Mas todo mundo adorava o personagem, e de tanto eu ouvir isso, acabei pensando, ‘Querem saber? Pode ser divertido.’ Comecei, então, a flertar com a idéia de que deveríamos resgatar esses personagens. Seria ótimo escrever novos materiais para Eddie Griffin no papel de TJ. Também sempre achei muito interessante o personagem desse sujeito simplório e comum - aliás, nesse caso, bem incomum. As pessoas se identificam com o personagem de Deuce, eu acho”, diz o ator, em entrevista divulgada pela distribuidora.

O novo projeto só, de fato, germinou quando Schneider analisou como referência o clássico “Gigolô Americano” (“American Gigolo”), de Paul Schrader. “A situação era ridícula”, zomba. “Ora, por que uma mulher como Lauren Hutton, uma modelo famosa, precisaria contratar um gigolô? Aí, eu pensei: ‘Quem são as mulheres que, na vida real, precisariam de gigolôs?’ E foi assim que tudo começou”, analisa. O produto final tem o mesmo tom bobo do filme original, com piadas sexuais e infantis.