09 de julho de 2026
Regional

Plano tenta conter crise nas cadeias

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Em apenas dois meses, as cadeias públicas da região foram responsáveis por 17 ocorrências policiais. Foram cinco casos de fuga, seis de tentativa de fuga e outros seis relativos a motins e rebeliões. Pressionados pelos números, os sete delegados seccionais - que ao todo respondem por 145 unidades policiais da região - estiveram ontem à tarde reunidos com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 4 (Deinter-4), Roberto de Mello Annibal.

Juntos, começaram a esboçar estratégias para conter o problema. “Cada um apresentou um plano de ação para evitar a problemática de fugas. Eu também apresentei o meu. Vamos unir tudo numa diretriz única. Até a próxima semana, ela estará pronta”, explica Annibal.

No entanto, ele já exigiu que os delegados seccionais se reúnam quinzenalmente com os diretores das cadeias para discutir a questão. Depois, eles terão a incumbência de encaminhar à Deinter-4 relatório sobre o encontro. Compromisso semelhante também foi atribuído aos diretores das cadeias. A cada 15 dias, deverão juntar os carcereiros para analisar o problema.

“A maioria das fugas ocorreu porque eles (carcereiros) não cumpriram normas regulamentares”, ressalta o diretor do Deinter-4. Por essa razão, estão respondendo por sindicância interna, acrescenta Annibal. Em meados do mês passado, o carcereiro Cosme Santos da Silva foi apontado pela polícia como responsável pela fuga de 37 presos da cadeia de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru).

Segundo a Polícia Seccional de Jaú, não houve facilitação de fuga, mas um descuido do funcionário. Silva trabalha há 17 anos na cadeia e teria cometido uma falha no procedimento de segurança.