07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

A informação é da Agência Estado. Os automóveis vão receber, nos próximos dez anos, quase o dobro do que têm hoje em conteúdo tecnológico, a chamada eletrônica embarcada. Apesar das óbvias vantagens que isso pode trazer - segurança, lazer e conforto, além de carros mais luxuosos -, o fato também remete a um desafio à indústria automobilística mundial, especialmente a de países como o Brasil: como diluir o impacto nos custos para expandir a oferta desses sistemas inovadores?

E há ainda outro complicador. Estudo mundial divulgado por uma consultoria mostra que o aumento do conteúdo tecnológico dos veículos nem sempre agrada ao consumidor. A desaprovação pode ocorrer na medida em que o comprador precisar atender maior número de “recalls” para verificar defeitos. Há casos também em que os motoristas não sabem lidar com as tecnologias.

Estimativas de especialistas apontam que, no Brasil, onde quase 60% das vendas são de modelos mais populares, o conteúdo de eletrônica embarcada dobrou nos últimos cinco anos e deve continuar crescendo. E a tendência é mundial. Há dez anos, um automóvel europeu tinha em média 12% de eletrônica embarcada, participação que este ano está em 22,4%. Em mais uma década deverá chegar a 32%.

Mas falar em tecnologia embarcada nos veículos em um País como o nosso é quase uma heresia. Prova disso é que uma parcela mínima dos consumidores consegue ter o “luxo” de contar com airbags em seus carros. Infelizmente, é a lei de mercado. Quem pode, compra. Quem não pode, chupa o dedo.