10 de julho de 2026
Geral

Apesar de investimento escasso, tecido humano já está em teste

Por Alessandra Cerione de Miranda | Especial para o Jornal da Cidade
| Tempo de leitura: 1 min

Depois da euforia da publicação da nova tecnologia que permite a reposição de dentes, o que restou foi a expectativa em torno da data em que a técnica poderá ser aplicada a seres humanos. O cirurgião-dentista e pesquisador Silvio Duailibi adianta que já estão sendo feitos testes com tecidos humanos vindo de doadores, na esperança de produzir dentes, ossos e cartilagens.

Segundo o cientista, se houvessem mais verbas para as pesquisas, ele acredita que poderia produzir ossos para transplante em humanos em cerca de quatro a seis meses. Mas, como toda pesquisa, esta também sofre pela falta de recursos e por isso essa data deverá ser adiada por pelo menos uns sete anos.

Para o cientista, o caminho está no interesse da iniciativa privada, que precisa deixar de encarar a pesquisa científica como investimento a longo prazo e aprender a ganhar com o potencial altíssimo de desenvolver equipamentos no decorrer dos estudos. Em busca da tecnologia de ponta para a reabilitação oral, o superintendente do Centrinho, José Alberto de Freitas, já manifestou interesse em fazer parceria com a Unifesp e instalar em Bauru um laboratório de células-tronco e engenharia tecidual, conta o geneticista Esiquiel de Miranda. O objetivo é produzir cartilagens e dentes para serem empregados nos pacientes do Centrinho.

A pesquisa do casal Duailibi leva a outro ponto importante: o domínio da técnica pelo Brasil, além de ajudar a reduzir o custo da saúde pública no Brasil. Aliás, os estudos já geraram o depósito de uma patente na área de engenharia tecidual solicitada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).