A 32.ª edição da Grand Expo Bauru chega ao fim hoje com a segunda parte da Copa de Baliza e Tambor, o show da banda Quinta Avenida e a certeza de dever cumprido, nas palavras do presidente da Associação Rural do Centro-Oeste (Arco), Orlando Lamônica. Ele é categórico também ao afirmar que a feira do próximo ano superará os eventos que prejudicaram a edição atual e terá rodeio de touros e cavalos - uma atração que a entidade pretende retomar e transformar em tradição no evento.
“O rodeio é liberado no Brasil inteiro, não há sentido proibir em uma cidade. Há leis federais que regulamentam a profissão do peão. O mundo do rodeio não tem só peão pulando; tem tropeiros, pessoas para cuidar dos bois, treinadores, tratadores. É um mercado de trabalho e essa questão precisa ser desmitificada. No passado, houve exagero, mas hoje em dia é um mercado profissional”, ressalta Lamônica.
Ele frisa que a Arco, através de sua diretoria, vai trabalhar para promover um rodeio profissional na próxima edição da exposição. “O que não pode acontecer é um ‘passa-moleque’ que nós tomamos dois dias antes da exposição. Uma coisa extremamente planejada que deu R$ 60 mil de prejuízo para a Arco. Isso não é brincadeira. Tínhamos responsabilidade com as pessoas que investiram no parque”, observa.
Neste ano, a Arco foi surpreendida pela proibição de gado e outros animais suscetíveis à febre aftosa no Estado de São Paulo e por uma liminar que impediu, ainda que temporariamente, a realização de rodeios em Bauru, ambas dias antes do início da exposição. A liminar expedida pelo juiz Mauro Ruiz Daró acatou pedido de uma ação civil pública proposta pelo promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciulli de Castro. Além disso, o Recinto Mello Moraes teve sua energia elétrica cortada uma semana antes do início da festa. A luz só foi reestabelecida com a realização de um acordo de emergência entre a Companhia Paulista de Força e Luz e a Arco.
A situação acarretou não apenas a redução no público, visivelmente menor do que em anos anteriores, mesmo em shows com artistas de maior renome, mas também a evasão de comerciantes, técnicos e expositores, que cancelaram sua participação após as proibições. Segundo Lamônica, a Grand Expo é a única feira agropecuária em realização no Estado no momento e a decisão de não cancelar o evento, mesmo com a proibição de leilões e exibição de bois e outros animais, amplia a credibilidade da entidade.
“Saliento que nossa credibilidade é altíssima. Nenhum dos nossos patrocinadores falhou, mesmo nas dificuldades que o País atravessa. A realidade da Arco é de empresários que dão o sangue por isso aqui. Não há nada da prefeitura, são 27 mil metros quadrados de área construída sem um centavo da prefeitura de Bauru. A população ganha com esse grupo de pessoas que consegue investimentos para a cidade”, diz Lamônica. Ele completa que a Arco espera a liberação de R$ 150 mil do Ministério da Agricultura para a realização de melhorias na estrutura do recinto.