08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A segurança do trabalho


| Tempo de leitura: 3 min

Muito se fala em vários assuntos, a política, a saúde, a educação, o trabalho. É, este mesmo, o trabalho. Mas ninguém sabe ou, se sabe, não fala, nas normas a que cada função exercida pelo trabalhador deve seguir, estas que regulamentam as profissões em geral e quais os riscos a que cada uma é submetida.

Com as novas tecnologias, as empresas sempre querendo aprimorar o seu processo fabril de produção das mercadorias faz-se necessária a presença de um profissional essencial para que os processos de produção sejam elaborados de forma eficiente para agilizar a produção, mas que contemplem igualmente o ser humano, o técnico de segurança do trabalho.

É como alguém disse um dia: “Tem gente atrás da máquina”, e se tem gente atrás da máquina, deve-se ficar sempre alerta a respeito de tudo o que envolve aquele que é verdadeiramente o agente de transformação da matéria-prima, o trabalhador.

Antes de mais nada, deve-se lembrar da norma legal que institui as NRs (Normas Regulamentadoras, a NR-1, lei 6514, de 22 de dezembro de 1977, e lei 3214, de 1978, normas estas que criam regulamentos para se exercer profissões que possam ser exercidas sem correr riscos.

Convenhamos que é muito mais inteligente tratar o problema na raiz do que ficar pagando indenizações milionárias no caso do trabalhador ter sofrido um acidente ou contraído uma doença dentro do seu ambiente de trabalho.

Sabe-se que os empresários, os grandões, estão muito mais interessados nos lucros e dividendos que o seu negócio irá gerar, mas não se deve esquecer de quem é responsável por sua existência e desenvolvimento, o operário.

Urge que o Ministério do Trabalho e Emprego exerça o seu papel fiscalizador, cobre das empresas a obediência às normas, todas elas, as 28 urbanas e as rurais que são em número de 7, que devem ser também consideradas, pois no campo há também riscos de acidentes.

Deve-se valorizar mais o trabalho do técnico de segurança do trabalho e abrir mais postos de trabalho para este em nosso país e principalmente aqui em nossa cidade de Bauru, porque há muitos profissionais recém-formados nesta área e que aguardam uma oportunidade para exercer o seu papel.

Porque o Brasil se gaba de ser o país do futebol, o país do samba, mas esquece-se também que é um dos líderes mundiais em acidentes de trabalho.

Empresários em geral, já não está na hora de investir mais na saúde do trabalhador, valorizando-o mais e cuidando para que não sofra mais danos no seu ambiente ocupacional, isto é, no local onde exerce suas funções?

Pensem nisso, pois a segurança que vocês propiciarem aos seus empregados hoje será inteiramente gratificada amanhã.

E o amanhã só chegará se todos lutarem para que todos tenham uma vida digna e a possibilidade de garantir o seu sustento e dos que dependem do ofício que cada um exerce para manter-se.

Por que todos não podem ter na entrada de suas fábricas aquela placa grande com os dizeres: ‘Estamos há ... dias sem acidentes de trabalho com afastamento?"

Segurança do trabalho não é moda não, pode até ser, porque hoje todas as empresas estão buscando algo denominado qualidade, e não é só qualidade do produto ou do trabalho que cada uma desenvolve, mas o mais importante é a qualidade de vida, implantando ginástica laboral, programas de prevenção de doenças, e muitos outros projetos de ação social que visem a promoção do ser humano de uma forma geral, mas pensando sempre naquele que é agente preponderante dentro da fábrica em cada canteiro de obras, cada sala, escritório ou posto de trabalho, do mais simples ao mais sofisticado.

Por que não receber o título de “Empresa cidadã”, que se preocupa com seus colaboradores? Plantem segurança no ambiente de trabalho e os frutos a colher serão uma imagem que seja assim, digamos, politicamente correta perante os funcionários, a imprensa e a sociedade em geral. Pensem nisso!!!

Rodrigo Cabello da Silva - Técnico de segurança do trabalho - SP/011701.3