Igaraçu do Tietê - A cidade completou 102 anos no dia 19 de outubro, já a Paróquia Missionária de São Joaquim foi instalada em 14 de fevereiro de 1926. Rogério Rodrigo Perez, ministro da eucaristia, explica que o templo católico passa por uma reforma, iniciada no final da década de 90 pelo padre Urbano Leme de Oliveira.
Todas essas histórias serão reconstituídas até o ano que vem com detalhes e precisão por meio de levantamento que está sendo feito por uma equipe histórica e cultural, formada pelo padre da paróquia, Alberto Fernando Cristiano Campezato. Perez, que também é membro da equipe de pesquisa, explica que há um ano foram iniciados o levantamento histórico e os preparativos culturais.
Entre os dados levantados está o de que a primeira missa na cidade foi realizada, oficialmente, do dia 6 de junho de 1906, celebrada pelo padre Antônio Rossini; e outro aponta que 20 anos depois da primeira celebração foi construída a Paróquia de São Joaquim, ligada à Arquidiocese de Botucatu.
A comunidade católica está se preparando para comemorar os 100 anos de presença religiosa em Igaraçu do Tietê procurando em arquivos de documentos e álbuns de fotos detalhes que recuperem a trajetória religiosa da cidade.
A Igreja Matriz ainda está sendo reformada, mas já surgiram objetos que contam muitas histórias. A pedra comemorativa da primeira missa, por exemplo, foi encontrada no porão da matriz, onde foi deixada partida na reconstrução do templo católico.
Em 5 de junho deste ano, a peça histórica passou a ficar exposta sob uma nova placa com os seguintes dizeres: “Primeira missa celebrada nesta pitoresca villa e freguezia de Igarassú, na capela de São Joaquim, no dia 03 de junho de 1906, às 11:00 horas do dia, pelo padre Antonio Rossini. Primeiro ano do Pontificado de Bento XVI, tendo como arcebispo metropolitano de Botucatu dom Aloysio José Leal Penna e o pároco padre Alberto Fernando Cristiano Campezato e Equipe Histórica”.
Perez ainda busca informações precisas sobre a capela São Benedito, construída no alto da rua Vigário Raposo, esquina com rua Armando Simões. José Mário Cantu, 74 anos, diz que é vizinho da capela desde que nasceu. Ele tem simpatia especial por igrejas e também aprecia a matriz de São Joaquim.
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Igreja nova
A matriz de Igaraçu do Tietê já foi reconstruída com grande alteração arquitetônica. Agora, passa por ampla reforma. Na nova transformação, destaque para os arcos na fachada que remodelam a aparência da São Joaquim. As amigas Lúcia Luiz e Cristiane Aparecida Cunha aprovam a colocação de arcos na estrutura da igreja, que fica na Praça São Joaquim, santo padroeiro de Igaraçu do Tietê.
Valdo Lemos de Azevedo, 60 anos, conta que seu avô, Adão Lemos de Azevedo, foi uma das pessoas que trouxe o primeiro sino para o município. Filho de Alberto Lemos de Azevedo, membro do primeiro grupo de vereadores de Igaraçu, o morador é apaixonado pela lugar. Ele ressalta que a cidade é simples e que aos poucos vem se transformando. “Sempre valeu a pena ser de Igaraçu porque aprendemos muitas coisas”, avalia.
De grafia Igarassú, em 3 de junho de 1906, o município passou a se chamar Igaraçu do Tietê. Há dez anos, conforme o prefeito Guilherme Fernandes, virou Estância Turística de Igaraçu do Tietê, na administração de Constantino Fernandes, irmão do atual prefeito.