Brasília - Os presidentes dos EUA, George W. Bush, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discutiram a definição de mecanismos para repatriação de recursos e de patrimônio obtidos à custa de corrupção. Também deram ênfase à troca de informações entre as unidades de inteligência dos dois países, responsáveis para identificar ilícitos nacionais e transnacionais.
Essas são questões especialmente importantes para o Brasil, que convive com denúncias sistemáticas de corrupção e de envio ilegal de recursos para fora do País, especialmente para paraísos fiscais. Mesmo depois de identificados os destinos, é sempre muito difícil obter a repatriação do dinheiro roubado à nação.
O tema corrupção mereceu uma referência direta de Bush ontem. “Todos os governantes precisavam ouvir seu povo e não podem desperdiçar suas oportunidades. Todos os governos nas Américas precisam ser livres de corrupção”, disse, num discurso para empresários.
A decisão de aprofundar os mecanismos comuns de combate à corrupção foi um dos 13 itens da Declaração Conjunta assinada pelos dois presidentes, depois de mais de uma hora de reunião na Granja do Torto. Na declaração, os dois presidentes deixam claro que têm preocupação com a disseminação mundial da gripe aviária, e dizem que pretendem trabalhar em conjunto para enfrentar a aids, a malária e a tuberculose.