O projeto para alteração de fluxo da avenida Nações Unidas na altura do Jardim Contorno está gerando várias discussões. As mudanças projetadas pela Secretaria de Planejamento de Bauru (Seplan) buscam melhorar o trânsito na região, que sofrerá alterações e aumento do fluxo de automóveis e pessoas em função da implantação de uma nova unidade da rede supermercadista Confiança.
A Seplan planeja algumas mudanças significativas na avenida - como a implantação de semáforos e baias de desaceleração -, mas a discussão maior é sobre a transformação de um trecho da rua Padre Francisco Van Der Mass, no sentido Nações-Camélias, e da rua Bento Cosci em vias de mão única. Atualmente, as duas ruas são de mão dupla em toda a sua extensão. De acordo com o projeto, apenas o sentido Nações-Camélias da rua Padre Francisco Van Der Mass será mão única. No sentido Nações-Makro, o trânsito continuará nos dois sentidos.
Com as mudanças, empresários e moradores do Jardim Contorno temem problemas para a região. Eles alegam que a mudança para mão única reduziria o movimento na rua e, conseqüentemente, os consumidores que buscam seus serviços pela facilidade de acesso. Um grupo de moradores ressalta que o trânsito, “que já é complicado”, ficaria ainda mais difícil, pois a opção de duas saídas para a avenida Nações Unidas seria reduzida para apenas uma.
Diante de opiniões distintas, o secretário de Planejamento de Bauru, Izidoro Schafranski Neto, empresários e moradores do bairro, representantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e até os vereadores Majô Jandreice e Paulo Eduardo Martins Neto se reuniram, ontem, para debater a questão.
Schafranski explicou que diversas possibilidades foram analisadas, mas tecnicamente a melhor opção é a que está em pauta. O secretário ouviu as reivindicações e prometeu analisar a situação.
Do outro lado, empresários e moradores pretendem protocolar um abaixo-assinado com mais de 400 assinaturas e entregá-lo ao prefeito Tuga Angerami (PDT). Caso não sejam atendidos e o projeto seja aprovado como está, o grupo vai analisar a possibilidade de entrar com recurso judicial para tentar embargar as obras.