10 de julho de 2026
Regional

Seis presos fogem da cadeia de Cafelândia e 34 decidem ficar, apesar das celas abertas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Cafelândia - Seis presos fugiram da cadeia pública de Cafelândia (83 quilômetros a Noroeste de Bauru) na noite de anteontem. Dois carcereiros foram rendidos pelos detentos, que utilizaram uma faca para escapar. Outros 34 presos, apesar de terem suas celas abertas, se recusaram a fugir.

Segundo Marcos de Azevedo Leiva, delegado responsável pelo Centro de Inteligência da Polícia Civil (Cinpol), da Delegacia Seccional de Lins, ao perceberem que um dos carcereiros havia deixado a porta de acesso às celas destrancada, os presos o teriam rendido com uma faca feita por eles. Outra carcereira que estava no local também foi feita refém. Os presos renderam também um escrivão de polícia que estava trabalhando no local.

Os seis detentos escaparam pela porta principal que dá acesso ao complexo da delegacia.

De acordo com Leiva, o carcereiro achou que havia fechado o ferrolho na hora em que bateu a porta intermediária do corredor. “Mas um dos presos percebeu que a porta não fechou e a empurrou para cima dele e, com a faca, o agarrou. A carcereira, que estava saindo, já tinha aberto a porta principal e os presos aproveitaram para sair”, explica Leiva.

Os presos rebelados, antes de fugir, abriram as portas das outras celas. “Apesar disso, os outros detentos não quiseram fugir”, explicou o delegado.

De acordo com informações da polícia, quatro dos fugitivos são de Lins, um de São Paulo e outro de Marília. Wellington Ricardo de Souza, 18 anos, estava preso por ter sido autuado por porte de arma de fogo, Cristiano de Lima Jorge, 18 anos, por prática de homicídio, Rafael Aparecido dos Santos, 20 anos, por roubo à mão armada, Elthon Alex Curel, 23 anos, e Anderson Cleiton Ribeiro Vilela, 23 anos, por tráfico de entorpecentes.

O mais velho do grupo, Paulo Henrique Idalgo Pacheco, 27 anos, foi condenado por roubo e autuado por tráfico de entorpecentes.

A maioria dos fugitivos estava em prisão provisória e aguardava a condenação. Até a noite de ontem nenhum deles havia sido recapturado pela polícia.